# Mesmo de longe eu queria te fazer, sentir tudo o q eu sinto por voc

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 5 PARTE 1

Sexy Biology '-' (FÃFIC)
CAPITULO 5 PARTE 1

Abri meus olhos, sem lembrar por que já estava sorrindo. Pisquei algumas vezes, tentando colocar minha visão em foco, e suspirei preguiçosamente. Um perfume bom encheu meus pulmões, me fazendo alargar o sorriso. Minha mão estava ao lado do meu rosto, espalmada sobre o peito dele, que subia e descia calmamente de acordo com sua respiração. Seu cheiro estava por toda parte, me entorpecendo, e seu braço envolvia meus ombros, me impedindo de me mexer.
Olhei pra cima e vi que Pepe ainda dormia como um bebê, mesmo após umas duas horas de sono. Sorrindo feito uma retardada, apenas fiquei observando-o dormir, fazendo carinho devagar em seu peito e me lembrando de tudo que tínhamos feito antes de apagarmos.
- Você pretendia ficar me olhando por quanto tempo? - ouvi a voz dele dizer baixinho, me fazendo corar de leve. Pepe abriu os olhos e me encarou, com um sorriso desconfiado no rosto.
- Não sei, talvez até você acordar e me fazer essa pergunta - respondi, fazendo seu sorriso aumentar. Sem dizer nada, Pepe me beijou delicadamente, e virou de lado, nos deixando de frente um pro outro na cama.
- Pra sua informação, eu já tava acordado - ele murmurou, deslizando sua mão pela minha cintura devagar - Você é que ficou dormindo feito pedra em cima de mim até agora pouco.
- Me desculpe se a instituição de ensino onde o senhor trabalha e eu estudo me faz acordar às 6 da manhã todo santo dia - falei, fingindo estar ofendida, e fazendo-o rir.
- Nossa, mas que menina mais brava que eu fui arranjar - ele disse, me puxando pra mais perto dele.
- Sou mesmo - confirmei, fazendo cara de irritada e me apoiando num cotovelo - Se não gostou, eu vou embora agora mesmo e não te incomodo mais.
- Olha só, além de brava é independente! - Pepe riu, me segurando com mais firmeza pelo quadril como se quisesse me prender ali - Quero ver você continuar com essa coragem toda pra levantar daqui.
Quando fui abrir minha boca pra retrucar, ele me calou com um beijo intenso e sua mão subiu do meu quadril pro meu rosto, enquanto a outra me abraçou pela cintura. Obviamente tudo que eu pensei em dizer sumiu da minha memória assim que nossas línguas começaram a brincar uma com a outra, num misto de provocação e tranqüilidade. Pude sentir Pepe sorrir durante o beijo, vitorioso por ter conseguido me calar, e não consegui não sorrir junto.
- Ainda tá bravinha? - ele murmurou, ainda sorridente, quando partiu o beijo.
- Idiota - resmunguei, fechando os olhos em sinal de derrota e vergonha. Pepe riu baixinho e me deu um selinho demorado, deitando sua cabeça bem próxima da minha e fazendo com que as pontas de nossos narizes se tocassem.
- Você fica linda demais com vergonha, sabia? - ele disse, me abraçando pela cintura suavemente - Mais do que já é.
- Você não se enxerga mesmo, né? - falei baixinho, com um sorriso derretido enquanto acariciava seu rosto, desenhando seus traços e fazendo-o fechar os olhos algumas vezes - Não existe nada em você que não me agrade, nada que te estrague. Você é simplesmente perfeito, não tem nem o que dizer. Esse rostinho de nenê, esse sorriso lindo, seu corpo, seu jeito... Tudo.
Pepe, que estava de olhos fechados quando comecei a falar, abriu-os e me olhou firmemente, ouvindo com atenção tudo que eu dizia e alargando seu sorriso a cada palavra.
- Incrível como uma garota de 17 anos pode dizer coisas que uma mulher de 30 não teria sensibilidade nem pra sonhar em dizer - ele sorriu com os olhos brilhando, fazendo carinho em minha bochecha com o polegar - E que só te deixam mais linda aos meus olhos.
- Não faz isso comigo, por favor - pedi, fechando os olhos e sentindo minhas bochechas queimarem de timidez e euforia - Eu fico com vergonha.
Ouvi Pepe rir baixinho e senti seus braços me aproximando mais dele (eu achei que não dava, mas não é que dava?).
- Ter você grudadinha em mim é a melhor sensação do mundo - ele murmurou devagar, se debruçando delicadamente sobre mim e afundando seu rosto em meu pescoço - Seu perfume, o cheiro bom do seu cabelo, sua pele quentinha, seu coração batendo... Sempre tão rápido que parece querer explodir a qualquer momento.
Fechei os olhos e envolvi seu pescoço com meus braços. Respirei fundo, deixando o cheiro dele me intoxicar, e ri baixinho, sem conseguir acreditar no sonho que minha vida tinha virado. Nem se eu quisesse conseguiria explicar como era ser a pessoa mais feliz do mundo. Talvez por isso eu tenha ficado completamente sem palavras, e apenas fiquei alisando seus ombros e costas devagar, sentindo a respiração calma dele bater em meu ouvido.
Pepe começou a beijar meu pescoço delicadamente, me fazendo fechar os olhos e ficar toda arrepiada. Comecei a enroscar meus dedos em seus cabelos, e ele continuou distribuindo beijos pela região, até alcançar minha boca. Ele me beijava calma e profundamente, e eu senti como se choques elétricos percorressem meu corpo inteiro e me arrepiassem toda. Não me lembro de ter recebido um beijo tão intenso quanto aquele antes. Acabamos invertendo as posições sem nem perceber, me deixando por cima dele, com uma mão de apoiada de cada lado de sua cabeça. Aquilo foi se transformando numa coisa mais calorosa, e quando já estávamos ofegantes, Pepe sugou meu lábio inferior, quebrando o beijo. Encarei aqueles olhos castanhos, que retribuíam meu olhar com um brilho intenso em meio aos meus cabelos caídos ao redor de seu rosto, e sorri, vendo-o fazer o mesmo.
Voltei a beijá-lo, sem nem me importar por ainda estar ofegante, e senti suas mãos viajarem por meus ombros e costas devagar, assim como também senti sua ereção por debaixo da boxer que ele tinha vestido antes de dormir. Sorri quando ele abriu o fecho do meu sutiã sem que eu percebesse (é, eu também vesti minhas roupas íntimas antes de dormir, sou uma menina muito envergonhada como vocês já devem ter reparado), e me sentei sobre seus quadris pra tirar a peça. As mãos de Pepe acariciavam as laterais de minhas coxas, e sem nem querer me esperar voltar, ele se sentou e me abraçou pela cintura, voltando a unir nossos lábios. Envolvi seu pescoço com meus braços, retribuindo o beijo com vontade e sentindo-o apertar meus seios. Não demorou muito e ele começou a me provocar, sugando caprichadamente o lóbulo de minha orelha. Arrepiada da cabeça aos pés com a respiração quente e rouca dele em meu ouvido, eu agarrava seus cabelos com força, até ouvi-lo sussurrar:
- Tá calor, não acha?
Assenti devagar, atordoada com aquela voz falha (e muito sexy) me dando falta de ar, e ele disse:
- Então se segura.
Voltei a abraçá-lo pelo pescoço e Pepe passou seus braços por debaixo de mim. Ele se levantou da cama, ainda me provocando num de meus pontos fracos de um jeito muito bom (conseqüentemente sendo enforcado por mim), e me levou no colo pra algum lugar que eu não soube o que era até ver azulejos brancos por toda a parede e um box espaçoso de vidro.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele fechou a porta e me prensou contra ela, já com os lábios colados nos meus. Suas mãos percorriam todo o meu corpo depressa, enquanto as minhas transformavam seu cabelo numa bagunça sem fim. Eu o puxava pela cintura pra mais perto de mim, deixando sua excitação ainda mais evidente com a proximidade e destruindo minha sanidade mental. As mãos de Pepe pararam em minha bunda, com a mesma intenção que eu tinha ao puxá-lo com as pernas, e seus polegares envolveram o elástico de minha calcinha, puxando-o pra baixo. Ele continuou tirando-a, sem ousar partir o beijo, e eu fiquei de pé pra poder me livrar dela de uma vez. Ele foi descendo seus beijos conforme abaixava minha calcinha, parando no umbigo e subindo novamente quando a peça já estava longe.
Conseguindo controlar um pouco mais as coisas por estar de pé, fui empurrando-o como quem não quer nada até suas costas ficarem contra o vidro do box fechado. Pepe soltou um gemido rouco quando o prensei entre a superfície gelada e eu, que agora acariciava seu tórax e barriga, e meio sem jeito, abriu a porta do cubículo transparente, cambaleando comigo pra dentro dele. Respirando ruidosamente, deixei que ele me prensasse contra a parede interna do box enquanto agarrava meus cabelos da nuca com uma mão e tateava a parede até achar a válvula e ligar o chuveiro com a outra. Assim que a água fria tocou nossa pele, automaticamente nos abraçamos com mais força, como se fôssemos nos esquentar com o calor de nossos corpos.
Nossas mãos corriam soltas por cada centímetro de pele alcançável um do outro, e não demorei muito pra fazer a boxer ensopada dele deslizar até o chão. Passei meus braços por seu pescoço, implorando pra que ele fizesse o que eu queria logo, e com a testa franzida de prazer, Pepe deu a entender que me obedeceria. Ergueu minhas pernas, me fazendo envolver sua cintura com elas, e se posicionou em minha entrada. Esperando que ele me invadisse de uma só vez, como antes, eu o senti colocar apenas a metade de seu membro dentro de mim, me provocando e calando um gemido baixo com um beijo. A cada investida ele ia colocando mais e mais, me fazendo ser involuntariamente agressiva durante o beijo, até chegar ao fim e começar a se movimentar com bastante força e velocidade. Eu acabei ficando um pouco mais alta que ele por estar suspensa, o que fez o rosto de Pepe ficar praticamente entre meus seios. Obviamente gostando da situação, ele quase gritava, me fazendo gemer no mesmo volume. A água fria que caía sobre nós parecia nos deixar com mais calor ainda, e tornava minha mania de agarrar seus cabelos um pouco mais escorregadia.
Durante quase meia hora ficamos naquela posição. Pepe jogava sua cabeça pra trás várias vezes, com os olhos fortemente fechados e os cabelos grudados na testa, e eu os colocava pra trás com as mãos, agarrando-os novamente na nuca. Ele realmente estava se segurando muito pra não ter que sair dali, enquanto eu já tinha gozado duas vezes, com as unhas fincadas em seus ombros e urrando de prazer. Quando ele jogou a cabeça pra trás pela última vez, exausto, eu o beijei de leve e ele finalmente gozou, fechando os olhos devagar e gemendo perto do meu ouvido. Me deixei escorregar com as costas prensadas contra a parede até ficar de pé, enquanto Pepe afastava as mechas ensopadas de cabelo grudadas no meu rosto, buscando meus lábios com os seus. Pousei minhas mãos trêmulas em seus ombros, morta de cansaço, e retribuí seu beijo suave com um sorriso.
- Acho que eu tô ficando velho pra essas coisas - Pepe ofegou, respirando fundo logo depois e me abraçando carinhosamente pela cintura.
- Se for assim, me dá falta de ar só de imaginar como você fazia essas coisas quando era mais novo - sussurrei, beijando seu pescoço enquanto o abraçava e sentindo seu tórax se contrair rapidamente num riso sem fôlego.
Bom nenis estou iindo dormir porq tem colégiio ¬¬'
Amanha dia de mais mil e umas postagens :B
- Obrigada por tooodas as garotas q estão leendo HAHA '
 Amo mto mto voocs !
DEIXEM UM COMENTARIO ? (kkkkkkkkk)
Bejos na bunda galere ;*

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 4 PARTE 2

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 4 PARTE 2


Estava tudo certo. Manu tinha feito minha mãe acreditar que eu iria dormir na casa dela e que estaríamos nos divertindo tanto que ela não teria motivos pra me ligar.
- Se de repente você for passar a noite lá ou algo do tipo, me avisa – Manu sussurrou, assim que deixamos o meu prédio. Ela ia a pé até sua casa, que não ficava muito longe da minha, e eu ia pra casa do sr. Munhoz, que ficava um pouco mais distante.
- Eu vou tentar – respondi, sem graça – Obrigada por me ajudar, Manu, de verdade.
- Claro que eu vou te ajudar, eu ia gostar que você me ajudasse se estivesse no seu lugar! – ela riu, me dando um abraço – Vai lá, garota, e vê se toma cuidado!
- Não precisa nem pedir – falei, enquanto cada uma seguia pra um lado.
Eu caminhava nervosa pelas ruas, sem precisar me orientar muito. O prédio de Pepe ficava num lugar por onde eu vivia passando, e com a explicação dele, ficava ainda mais fácil encontrá-lo. Após uns quinze minutos andando, finalmente cheguei ao edifício, que tinha um belo jardim em seu pátio. Não pude deixar de sorrir. Tinha lugar mais atraente pra um professor de biologia morar que um prédio com um jardim daqueles?
A porta interna do prédio estava aberta, revelando um balcão de onde um porteiro deveria estar me observando, mas ele provavelmente estava ocupado com algum outro problema e não estava ali justo naquela hora. Toquei o interfone, ansiosa, e esperei por um bom tempo, sem receber resposta. Começando a ficar nervosa de verdade, ainda mais com o sumiço insistente do porteiro, toquei novamente, e nada. Suspirei profundamente, pensando no que fazer. Vai que eu tivesse chegado cedo demais e ele não estivesse em casa ainda? Ou quem sabe ele estivesse tomando banho? Me distraí imaginando Pepe no chuveiro por alguns segundos, até ouvir uma voz dizer atrás de mim:
- Espero que você goste de sorvete de flocos, ou então eu te deixei esperando pra nada.
Me virei, assustada, e dei de cara com Pepe. Ele carregava uma sacola com um pote retangular dentro, que eu logo reconheci como sendo sorvete, e sorria daquele seu jeito despojado e lindo pra mim. Estava vestindo uma blusinha simples de algodão, uma bermuda cinza e chinelos, típica roupa de quem estava em casa há dois minutos atrás.
- Claro que gosto – respondi, sorrindo de volta pra ele – Não me diga que você foi comprar sorvete só por minha causa.
- Eu não costumo receber adolescentes em casa, então pensei que ter um pote de sorvete me faria parecer mais... Jovem, talvez? – ele riu, e eu revirei os olhos, ainda sorrindo. Pepe não precisava de mais nada pra parecer mais jovem, seu corpo e seu jeito lhe davam a aparência de um cara de 20 anos. Um belo cara de 20 anos, por sinal.
Ele abriu a porta e eu o segui até o interior do prédio, dando de cara com um rapaz que pelo uniforme devia ser o porteiro, caminhando na direção do balcão.
- Oi, Andy – Pepe sorriu, enquanto o rapaz se sentava na cadeira que havia atrás do balcão.
- Olá, sr. Munhoz – o porteiro respondeu, com um sorrisinho cordial, e logo depois pousando seus olhos em mim – Boa tarde, senhorita.
Sorri fraco pra ele e respondi seu cumprimento com um aceno de cabeça, com medo do que ele poderia pensar de mim. Não é normal um homem de 30 anos aparecer acompanhado de uma garota de 17, ainda mais no prédio dele.
- Esta é Carol, aquela minha sobrinha de quem eu te falei – ouvi Pepe dizer, na maior cara de pau, me indicando com um gesto – Este é Andy, o porteiro, como você já deve ter notado.
- Muito prazer – Andy assentiu, aparentemente engolindo a mentira. Claro, a semelhança entre nós era inegável. Quem dera ser tão bonita quanto o sr. Munhoz.
- Bom, até mais – Pepe se despediu, me puxando pela mão até as escadarias do prédio.
- Bela desculpa, tio – sussurrei, rindo enquanto subíamos os degraus depressa. Ele apenas me olhou, com um sorriso de canto e uma carinha de quem tinha aprontado.
Mais alguns degraus depois e chegamos ao seu apartamento, que ficava no primeiro andar. Não era um imóvel muito grande, mas era mais que suficiente pra uma pessoa só. Me surpreendi com a organização da casa, tudo estava arrumadinho demais pra um cara que morava sozinho (o que só reforçou minha opinião de que Pepe era todo certinho).
- Só deixa eu colocar esse sorvete no congelador pra gente tomar depois – ele pediu, correndo até a cozinha e me deixando na sala. Dei uma olhada rápida pelo cômodo, reparando nos detalhes básicos, tipo a decoração em tons de verde, e não demorei muito a sentir os braços dele envolvendo minha cintura por trás de mim.
- Gostei daqui – eu murmurei, arrepiada da cabeça aos pés ao senti-lo cheirar e beijar de leve meu pescoço.
- Esse apartamento é novo – ele comentou, colocando o queixo em meu ombro – Não faz nem dois anos que eu me mudei pra cá. É bem confortável, apesar de não ser tão grande.
Me virei de frente pra ele, abraçando-o pelo pescoço, e sorri, entorpecida por aquele perfume masculino maravilhoso.
- Fiquei muito feliz pelo convite – falei, recebendo um beijinho de esquimó dele – Obrigada por me deixar conhecer sua casa.
- Acredite, a felicidade é toda minha por você estar aqui – Pepe sorriu, me encarando profundamente – Só de saber que estamos seguros, sem termos que nos esconder de ninguém, já é um alívio enorme.
Ele deslizou as mãos dos meus quadris até a lateral das minhas coxas, unindo nossas testas. Me apoiei em seus ombros, e num movimento rápido, envolvi sua cintura com minhas pernas, fazendo com que ele me carregasse. Sorrindo de um jeito danado, eu o beijei, enquanto ele dava alguns passos até me prensar contra a parede. Pressionando seu corpo contra o meu, Pepe parecia estar muito mais solto do que na escola, embrenhando suas mãos nos meus cabelos e agarrando-os com força.
Eu, em compensação, comecei a acariciar sua nuca com minhas unhas, e passei a distribuir beijos e chupões em seu pescoço. Pepe passou suas mãos por debaixo das minhas pernas, apertando o interior das minhas coxas e me puxando pra mais perto dele. Senti meu corpo todo arrepiado com a respiração quente dele tão perto do meu ouvido, parecendo gostar bastante do agrado.
- Se continuar caprichando assim eu vou cair, pequena – ele sussurrou, e eu me afastei, recuperando o fôlego.
- Quer que eu pare? – perguntei, com um sorriso safado e uma sobrancelha erguida. Pepe fez cara de derrotado e rapidamente passou os braços por debaixo de mim, me carregando até chegar ao sofá.
- Eu ia te levar pra conhecer o meu quarto, mas parece que você tá com um pouco de pressa – ele falou todo maroto, me jogando no sofá. Pude ver seus olhos brilhantes correndo pelo meu corpo estirado entre as almofadas, e um sorriso mal intencionado surgiu naquele rosto lindo.
- A gente vai ter bastante tempo pra conhecer o quarto mais tarde – sorri, sentindo meu coração acelerar só de observar seus músculos realçados pela blusa branca justa que ele usava – E depois o banheiro, a cozinha, o corredor...
Entendendo minhas verdadeiras intenções ao usar a palavra “conhecer”, Pepe abriu a boca, surpreso, e começou a rir, deixando seu corpo cair sobre mim devagar.
- Você sabe me provocar direitinho, mocinha – ele murmurou, encaixando suas pernas entre as minhas e passando suas mãos por debaixo de mim, segurando firme em minha bunda. Ele me beijou profundamente, e eu deslizei minhas mãos pelos ombros dele até alcançar suas costas. Comecei a puxar sua camisa pra cima, sentindo aquele conhecido volume entre suas pernas, e Pepe interrompeu o beijo por dois segundos pra tirar a blusa.
Meu Deus do céu. Que físico maravilhoso. O que ele fazia pra ficar daquele jeito? Devia malhar feito um condenado, porque ninguém é gostoso assim naturalmente. Não que eu saiba. Como estamos falando de Pepe, nada segue os padrões, tudo nele parece ser anormalmente perfeito.
Eu deslizava minhas mãos por sua barriga, peito, ombros e braços durante o beijo, sem saber de qual parte eu gostava mais. Pepe escorregou suas mãos geladas até as minhas costas, me arrepiando com cada toque, e respirava pesadamente. Não passava de um amasso como qualquer outro, fora o fato de Pepe estar sem blusa, mas estávamos tão mais tranqüilos por estarmos totalmente sozinhos que cada movimento parecia mais excitante, mais caloroso, mais intenso.
Ele partiu o beijo, ofegante, e tirou minha blusa, sem precisar pedir minha permissão. Nem mil palavras descreveriam o jeito como ele observou minha barriga e meus peitos, erguendo seu olhar pra mim logo depois e sorrindo pervertidamente. Eu sorri de volta pra ele, do mesmo jeito danado, sentindo-o acariciar minha barriga de baixo pra cima e pousando suas mãos sobre meus seios, ainda parcialmente cobertos pelo sutiã. Pepe os envolveu com suas mãos suficientemente grandes e os apertou devagar, como se fosse pra verificar se aquilo estava acontecendo mesmo.
- Como você é linda – ele disse baixinho, com os olhos brilhando.
- Só eu, né? – sorri, fazendo carinho em seus ombros. Ele sorriu de volta e me beijou, quase alcançando o fundo de minha garganta com sua língua. Baguncei seus cabelos com vontade, correspondendo ao beijo com o mesmo desejo. Pepe não tirou suas mãos de meus seios, apertando-os com mais força e gemendo baixinho com a boca colada à minha. Eu já começava a suar, arranhando as costas dele, quando o senti investir no fecho do meu sutiã.
Ding dong.
Abri os olhos assim que ouvi o barulho da campainha, e me deparei com o olhar assustado dele bem perto do meu. Paralisamos, alarmados, e Pepe se afastou, parecendo bastante incomodado.
- Que porra é essa? – ele sussurrou, bufando e saindo de cima de mim logo depois. Ele parecia ser o tipo de homem que só fala palavrão quando está realmente puto, o que me faria rir se eu também não estivesse puta com a interrupção.
- Você tá esperando alguém? – perguntei baixinho, pegando rapidamente minha blusa e vestindo-a enquanto ele fazia o mesmo.
- Claro que não! – ele respondeu no mesmo volume, se ajeitando rapidamente enquanto se dirigia à porta – Se esconde num dos quartos, eu vou dispensar quem quer que seja.
Obedeci depressa, entrando no primeiro quarto que vi: o dele. Nem prestei atenção direito em nada, apenas fiquei parada na porta, ouvindo.
- Desculpa vir incomodá-lo, sr. Munhoz, mas é que encontraram um molho de chaves perdido no hall e eu queria saber se é do senhor – uma voz familiar disse, e se seu dono não parecesse ser um cara legal, eu teria aparecido lá e dito umas poucas e boas pra ele por interromper nossas preliminares.
- Não é minha, Andy – ouvi a voz de Pepe dizer calmamente, como se estivesse vendo TV ou fazendo algo bem zen antes de abrir a porta – Mas obrigado por perguntar mesmo assim.
O barulho de porta sendo trancada com pressa ecoou pelo apartamento, e em menos de dois segundos já pude vê-lo correr na minha direção.
- “Obrigado por perguntar mesmo assim”? – perguntei, inconformada – Você tem noção do que a pergunta dele interrompeu?
- Eu tenho, mas é melhor ele não ter – Pepe riu, me abraçando e afundando seu rosto em meu pescoço – E se você quer saber, essa interrupção só serviu pra me deixar com mais vontade.
Sorri inevitavelmente com aquela provocação, enquanto recebia beijos e leves chupões atrás da orelha. Pepe me pegou no colo, me fazendo rir e agarrar seu pescoço, e me jogou na cama, logo caindo por cima de mim.
- Quem mandou você colocar a blusa de novo? – ele perguntou, recuando e fazendo uma cara chocada. Tirei a camiseta ainda rindo, enquanto ele tirava a dele, e puxei-o pelo cinto da calça fazendo-o cair sobre mim pesadamente. Ele sorriu, satisfeito, e me beijou com urgência, tirando meu sutiã rapidamente. Pepe começou a descer seus beijos languidamente pelo meu pescoço e colo enquanto apertava meus seios, até alcançá-los com a boca. Ele os chupava lenta e delicadamente com os olhos fechados, concentrado em me dar prazer. E estava conseguindo até demais.
Eu acariciava seus braços e costas, incentivando-o, e ele continuou descendo seus beijos pela minha barriga, segurando firmemente em minha cintura. Quando chegou ao cós da minha calça, ele me lançou um olhar determinado, como se nada fosse pará-lo mais. Sem querer que ele parasse mesmo, joguei minha cabeça pra trás ao sentir suas mãos apertarem minhas coxas com força e logo subirem até o botão da calça. Cinco segundos depois, tanto a calça como a calcinha já estavam longe dali. Pepe abriu minhas pernas com cuidado, me observando de cima a baixo com os olhos ardendo de tesão.
Sem dizer uma palavra, ele deslizou suas mãos desde os meus seios até alcançar o interior de minhas coxas, e inclinou-se para alcançar minha intimidade com a boca. Agarrei os lençóis da cama quando senti sua língua me tocar, devagar a princípio, mas aumentando a velocidade e a intensidade aos poucos. Não agüentei e comecei a gemer, arqueando minhas costas pra cima enquanto ele me lambia e sugava. Quando eu estava a ponto de gozar, ele subiu até nossas bocas se encontrarem, e calou meus gemidos com um beijo calmo e profundo. Ao mesmo tempo, ele começou a me masturbar com os dedos numa velocidade incrível. Eu agarrei seus cabelos com força, sem parar de gemer nem durante o beijo, e pude senti-lo sorrir. Não demorou muito e eu gozei, fazendo-o diminuir seus movimentos.
Extasiada, minhas mãos percorreram todo o seu tronco, desenhando seus músculos do abdômen pelo trajeto, até alcançarem seu cinto. Arranquei-o com facilidade, e o empurrei, fazendo-o cair ao meu lado. Abri o botão de sua calça e ele mesmo a tirou, ficando apenas de boxer. Passei uma de minhas pernas por cima dele, sentada sobre seus quadris, e comecei a acariciar seu peito e barriga, olhando fundo em seus olhos. Ele havia me dado o melhor orgasmo da minha vida sem me penetrar, e eu pretendia satisfazê-lo com a mesma intensidade.
Comecei a beijar e lamber sua barriga, sentindo seus dedos se enterrarem em meus cabelos. Fui descendo até alcançar sua boxer, e a tirei depressa. Deslizei minhas mãos por suas coxas, sorrindo pra ele, e segurei seu membro já bastante enrijecido. Demonstrando minha satisfação com o olhar, dei um beijinho em sua glande e o lambi de baixo pra cima lentamente, fazendo-o soltar um gemido rouco e fechar os olhos com força. Coloquei-o na boca até onde consegui, e novamente ele segurou meus cabelos, orientando meus movimentos. Eu alternava a velocidade, fazendo-o gemer alto quando estava rápido e gemer mais alto ainda quando estava devagar, como se estivesse reclamando.
Tirei-o da boca após um bom tempo provocando-o, e o observei nu deitado na cama. Havia gotículas de suor por todo aquele corpo divino, e os cabelos dele começavam a grudar na testa. Pepe, com os olhos semi abertos, retribuiu meu olhar com um sorriso desnorteado, o que só me motivou a continuar. Comecei a masturbá-lo rapidamente, deslizando minha outra mão por sua coxa e bunda, e mordendo meu lábio inferior ao vê-lo se contorcer de prazer. As mãos de Pepe apertavam fortemente minhas coxas, e suas veias do pescoço saltavam a cada gemido dele. Voltei a chupá-lo com força, sem resistir, e pude vê-lo abrir a gaveta do criado-mudo pra pegar uma camisinha. Pepe abriu a embalagem com os dentes e me chamou, com a voz falha.
- Chega, pelo amor de Deus.
Olhei pra ele, tirando seu membro da boca, e ele me deu o preservativo. Coloquei-o depressa, tomando os devidos cuidados, e assim que terminei, ele me virou, ficando sobre mim novamente. Se posicionou entre minhas pernas, e me lançou um último olhar radiante antes de me penetrar com força e de uma só vez. Nós dois gememos alto, e eu finquei minhas unhas em seus ombros. Pepe demorou alguns segundos antes de investir novamente, ainda se recuperando da primeira investida, e aos poucos aumentava a velocidade de seus movimentos. Ele tentava me beijar, mas estávamos ocupados demais com outras coisas pra sermos bons nisso. O máximo que conseguimos foi manter nossas testas unidas enquanto ele investia com cada vez mais força e me fazia arranhar suas costas sem nem pensar se estava machucando. Suados e ofegantes, logo o cansaço começou a tomar conta de nós, mas não estávamos dispostos a parar. Pepe jogou a cabeça pra trás, como se quisesse se segurar por mais algum tempo, mas não demorou muito e eu gozei pela segunda vez, fazendo-o desistir e gozar junto.
Soltei um suspiro exausto e relaxei, sentindo cada centímetro do meu corpo suado. Pepe desmoronou sobre mim e envolveu minha cintura com seus braços, totalmente esgotado. Eu o abracei pelo pescoço, dedilhando lentamente seus ombros, com um sorriso cansado no rosto. Tudo que eu senti por alguns segundos foi a respiração lenta de Pepe em meu pescoço, me arrepiando inteira, até ouvir sua voz rouca murmurar:
- Pode ser um pouco cedo pra isso, mas... Eu acho que te amo, pequena.
Pepe se ergueu um pouco e me olhou, com uma expressão calma e um sorriso maravilhado. Tudo que consegui fazer foi encarar seus olhos brilhantes e sorrir de volta, sentindo uma felicidade imensurável tomar conta de mim.
- Eu amo você – falei, baixinho, enquanto fazia carinho em seu rosto rosado - Tenho certeza absoluta disso.
Vi o sorriso dele aumentar, e o abracei pelo pescoço ao receber um beijo tranqüilo. Ficamos mais um tempo deitados, abraçados, conhecendo cada pedaço um do outro, até acabarmos dormindo. O sono mais feliz da minha vida, sem dúvida.

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 4 PARTE 1

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 4 PARTE 1


Três semanas. Vinte e um dias se passaram desde então. E não houve um dia, fora os fins de semana, em que eu e Pepe não nos encontrássemos. Era incrível como éramos capazes de inventar desculpas tão convincentes pra nos vermos que ninguém parecia sequer desconfiar do nosso envolvimento. Claro que contávamos com muita sorte também, mas nossa veia teatral criativa era responsável pela maior parte da discrição.
E o pior de tudo era que durante todos aqueles dias, não tivemos como, erm, avançar o sinal. Não que fôssemos lerdos nem nada, mas é que ficava complicado fazer alguma coisa além de uns bons amassos no curto tempo que tínhamos, e nos lugares inapropriados dos quais dispúnhamos. A cada dia que se passava ele dava sinais de que estava se segurando ao máximo pra não passar para o próximo nível (adoro usar essas expressões, elas me fazem rir), tadinho. E eu também, afinal, eu tinha 17 anos e estava com os hormônios descontrolados.
E quanto ao Lanza? Graças a Deus, ele pareceu se esquecer de mim. Me tratava com frieza, rispidamente, e não me dirigia a palavra desnecessariamente. Preciso dizer que minha vida estava uma maravilha com o homem dos meus sonhos do meu lado, mesmo que ninguém pudesse saber, e de quebra sem aquela peste do Lanza me infernizando?
- Eu tava pensando outro dia – Pepe disse, assim que nos cumprimentamos com um caloroso beijo numa sala vazia do primeiro andar.
- Você pensando? Mas que progresso, parabéns! – brinquei, com os braços ao redor de seu pescoço, sentada de frente pra ele na mesa do professor.
- Ah, é assim? Então tá bom, não vou mais dizer a coisa super importante que eu ia dizer – ele falou, fazendo cara de indiferente e virando a cara pra mim.
- Own, desculpa, vai – pedi, fazendo beicinho e tudo - Conta logo, daqui a pouco eu tenho que voltar pra aula senão o Hammings vai desconfiar.
- Como você fez o milagre de fugir da aula do Hammings? – ele perguntou, impressionado.
- Simples – respondi, com um sorriso esperto - Disse que não estava me sentindo bem e o próprio Hammings sugeriu que eu fosse até a enfermaria pra ser examinada.
- Sua carinha de dodói deve ter sido bem convincente pra comovê-lo a esse ponto – Pepe comentou, ainda perplexo, me fazendo rir – Pelo visto, você tá virando uma ótima atriz... Preciso começar a tomar cuidado com você.
- Não teve graça – resmunguei, fazendo cara feia, mas não resisti quando ele se aproximou sorrindo pra me dar um beijo rápido – Falando sério agora, o que você ia contar de tão importante?
Pepe suspirou, se preparando psicologicamente, o que me deixou com uma certa ansiedade. Batucando com os dedos indicadores e médios nos meus quadris enquanto minhas mãos estavam espalmadas em seu peito, ele logo começou a falar, dizendo cada palavra com cuidado:
- Eu queria te convidar pra ir conhecer o meu apartamento hoje à tarde.
Não sei dizer que cara fiz. Só sei que devo tê-lo assustado, porque vi sua expressão disfarçadamente ansiosa se tornar séria ao mesmo tempo que meu queixo caiu até meu umbigo.
- Você quer que eu vá pra sua casa... Hoje? – gaguejei, com o coração a mil.
- É – Pepe confirmou, desembestando a falar logo depois - Eu pensei que por ser sexta-feira, você não tivesse nada pra fazer, mas tudo bem se você não puder ou não quiser, não tem problema nenhum, eu não quero te pressionar a fazer nada, foi só um convite...
- Que horas eu posso chegar? – perguntei, interrompendo seu monólogo com um sorriso esperto. Apesar do nervosismo disparado pela surpresa, eu não tinha como negar um convite daqueles. Talvez se eu o recusasse, Pepe jamais repetiria a proposta por medo de outro não. Ele me olhou de um jeito confuso, processando o que eu tinha dito, mas logo deu um sorrisinho de canto.
- Quanto mais cedo, melhor – ele respondeu, parecendo realmente surpreso com a minha resposta – Eu tenho a tarde toda livre hoje.
- Combinado então – assenti, deslizando minhas mãos pra cima até envolver seu pescoço – É só me dar o endereço e eu vou.
- Quer que eu vá te buscar na sua casa? – ele sugeriu, fazendo carinho em minha cintura como se fosse super típico um cara de 30 anos buscar a aluna de 17 na casa dela pra levá-la ao seu apartamento.
- Claro que não, minha mãe teria uma síncope se você aparecesse lá em casa – eu disse, arregalando os olhos - É só dizer que tô indo pra casa da Manu e ela deixa na hora. Nossas mães são amigas, e nós também, então eu vivo indo pra lá.
- Você que sabe – Pepe sorriu, e eu pude ver que seus olhos estavam brilhando de animação – Quase desisti de te convidar com medo de que você não gostasse da idéia.
- E por que eu não gostaria? – falei, sorrindo também – Aliás, quem foi que me disse uma vez que eu deveria pensar menos e me arriscar mais?
Acho que deu pra sacar que eu amava usar as frases dos outros contra eles mesmos, né? Costumava dar muito certo com aquela mula do Lanza.
- Não faço idéia - Pepe mentiu, dando um sorriso culpado e me puxando pra mais perto dele (se é que dava) – Mas seja quem for, esse cara merece muito um beijo daqueles bem caprichados.
- Ah, merece, é? – repeti, segurando o riso enquanto ele assentia – Vou pensar no caso dele.
É, não deu tempo de pensar, porque quando vi já estava beijando-o daquele jeito que fazia meu sangue formigar dentro das veias. Pode me chamar de frouxa, eu não dou a mínima. Eu adorava ser frouxa quando os braços de Pedro Munhoz estavam ao redor da minha cintura.

- O que é, Carol? Pra que essa afobação toda?
- Pára de gordice e vem logo!
Manu tinha ido almoçar em casa naquele dia porque a mãe dela tinha um compromisso e não poderia ir buscá-la na escola. E pelo visto, ela parecia ter adorado a torta de limão que mamãe fez, porque não queria sair da mesa até mandar o último farelo pro estômago. Eu já estava no meu quarto, chamando-a da porta, e precisei gritar seu nome umas vinte vezes pra finalmente ser atendida.
- Não vem me chamar de gorda porque todas as suas roupas servem em mim, tá? – ela reclamou, quando finalmente entrou no meu quarto e eu fechei a porta.
- Então somos duas gordas – brinquei, sem muito tempo pra rir. Afinal, eu tinha um compromisso importante hoje.
- Que agonia é essa, hein, Caah? – Manu perguntou, franzindo a testa enquanto sentávamos na cama – Tá toda agitada, parece que sentou no formigueiro.
- Eu já falei que o seu senso de humor me deprime? – eu disse, fazendo-a revirar os olhos – É, eu tô agoniada, sim. Preciso te contar uma coisa.
- Tá esperando o que? – ela falou, curiosa – Desembucha logo!
É essa a hora em que vocês me batem por não ter contado nada a ela sobre Pepe até agora? É, acho que sim. Eu sei que prometi pra mim mesma que iria contar assim que as coisas se firmassem um pouco mais, mas eu tive muito medo de que ela me recriminasse. Por mais que eu soubesse que a reação típica de Manu seria entrar em estado de choque e depois dizer algo como ‘E aí, como é pegar o professor mais gato da escola?’ com um sorriso de orelha a orelha, eu acabei adiando aquela conversa até onde pude. E hoje seria o dia em que eu não podia mais esconder esse segredo dela.
- Presta atenção – suspirei, tensa – Você promete que não vai contar pra absolutamente ninguém o que eu tenho pra te falar?
- Eu sei guardar segredos, e você sabe disso – ela concordou, intrigada com a minha seriedade – Você tá me assustando... O que aconteceu?
Suspirei novamente, apavorada, e decidi dizer tudo de uma vez, sem delongas. Coisas assim tinham que ser feitas de uma vez, como se fosse pra arrancar a cera da pele na depilação.
- Eu e o professor Munhoz estamos ficando.
Fiquei encarando-a, morrendo de medo da sua reação, mas tudo que Manu fez foi me encarar de volta, sem expressão por um bom tempo. Não falei que ela ia ficar em estado de choque?
- Manu? – chamei, com cuidado, quando já estava começando a ficar preocupada. Ela piscou umas duas vezes, sem mover nenhum outro músculo, até que do nada, ela acordou do transe com um berro que fez os tímpanos dos surdos do Pólo Sul doerem.
- COMO É QUE É?!
Pulei de susto, com os olhos fechados, e assim que os abri, me deparei com dois olhos esbugalhados me encarando ansiosamente.
- É isso mesmo que você ouviu – confirmei, com mais medo dela que de qualquer filme de terror que já tinha visto. Manu levou mais alguns segundos absorvendo aquela informação, e voltou a gritar:
- DESDE QUANDO ISSO?!
- Pára de gritar, criatura! – pedi, desesperada, cobrindo sua boca com uma das mãos, e hesitei antes de responder – Há algum tempo.
- Quanto tempo? – ela insistiu, voltando a usar sua voz no volume normal, e eu tive que falar, com uma careta:
- Umas três semanas.
- O QUE?!
- Cala a boca, pelo amor de Deus! – implorei, me jogando em cima dela com as duas mãos tapando sua boca e impedindo-a de emitir qualquer som – Desculpa não ter te contado antes, eu sei que não devia ter escondido uma coisa dessas de você...
- Não devia mesmo! – Manu me interrompeu, dando um jeito de se livrar de mim e parecendo muito mais do que bastante chocada – Mas já que só resolveu falar agora, pode ir contando tudo! Como é que uma loucura dessas foi acontecer?
Resumi tudo que tinha acontecido entre eu e Pepe pra ela em uns quinze minutos, desde o dia no anfiteatro até seu convite pra conhecer sua casa hoje.
- E eu preciso da sua ajuda – encerrei, aflita – Eu vou falar pra minha mãe que vou sair com você pra dar uma volta hoje à tarde e preciso que você me dê cobertura.
- Mas você vai mesmo à casa dele? – ela perguntou, preocupada – Quer dizer, vai que ele é um pedófilo assassino que tira fotos pornográficas pra colocar na Internet?
- Estamos falando do Munhoz, não do Lanza, esqueceu? – falei, revirando os olhos – Por favor, Manu, eu preciso muito da sua ajuda.
- Eu não ligo de te fazer esse favor, mas eu só quero que você tome cuidado, ouviu bem? – ela concordou, e dois segundos depois eu estava agarrada em seu pescoço agradecendo de todas as formas que eu conhecia – E tenha juízo, pelo amor de Deus! Se você me aparecer grávida, eu mato você, a criança e o aparelho reprodutor do sr. Munhoz, tá escutando?
- Pode deixar, Manu – eu ri, me levantando depressa e abrindo meu guarda-roupa – Agora me ajuda aqui, vai. Não faço idéia do que vestir.
- Qualquer coisa que te cubra direitinho tá ótimo – ela ordenou, se levantando com a maior cara de mãe coruja e me fazendo rir mais – Se bem que te cobrir agora não vai adiantar nada, provavelmente ele vai acabar descobrindo tudo depois.

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 3 PARTE 3

Sexy Biology '-' (FÃFIC)
CAPITULO 3 PARTE 3

Quando voltei pra sala de aula, todo mundo já tinha acabado a prova, e se amontoava sobre a mesa do professor pra vê-lo corrigir as avaliações. Sem um pingo de interesse em minha nota naquele momento e feliz por conseguir entrar na sala sem ser notada, apenas me sentei em minha carteira, com o olhar perdido na lousa vazia. Eu ainda conseguia sentir o perfume dele ao meu redor, como se estivesse impregnado em mim. Seria difícil acalmar meu coração e não pensar naqueles olhos castanhos, naqueles lábios maravilhosos, naquele corpo divino... Não tinha como não pensar nele.
O sinal logo tocou, anunciando o intervalo, e eu me esforcei pra não sorrir demais enquanto conversava com Manu e descia as escadas rumo ao pátio. Não só pra não dar muita bandeira, mas também porque Pepe estava a poucos metros da gente, descendo lentamente as escadas e conversando animadamente com um inspetor. Eu e Manu acabamos encontrando uma brecha logo à frente, e aceleramos a descida, passando bem perto dele. Meu ombro acabou relando em seu braço sem querer (tá, nem tão sem querer assim), e ele se virou pra pedir desculpas pelo esbarrão. Assim que nossos olhares se encontraram, abri um sorriso tímido, enquanto ele apenas disfarçou, e continuamos andando cada um pro seu canto, como se fôssemos apenas professor e aluna.
- Hoje eu tenho aula com ele e você nã-ão! – Manu murmurou, rindo assim que nos afastamos dele – Chupa essa manga, meu bem.
- Tudo bem, minha aula com ele ainda vai chegar – sorri, me controlando pra não desembuchar tudo - Pena que a aula do Lanza venha logo depois da dele.
- Também te amo, Trevisan – ouvi uma voz masculina dizer bem atrás de mim, e logo vi meu querido professor de biologia laboratório passar ao meu lado, com um sorrisinho sedutor. Um calafrio percorreu minha espinha ao ouvir sua voz tão perto de mim do nada, arrepiando meus cabelos da nuca. Tudo que consegui foi fazer uma cara de tacho e continuar andando, tentando ignorar a presença daquele troglodita.
- Legal, agora ele vai ficar achando que a gente só sabe falar de professores, especialmente dele – Manu resmungou, coberta de razão. Do jeito que o Lanza era, já devia estar se sentindo o rei da cocada preta.
- Não ligo pro que ele acha ou deixa de achar – falei, revirando os olhos com uma certa frustração por ele ter ouvido meu comentário – Ele é um merda mesmo.
Nos sentamos em qualquer canto da escola, sem muito assunto pra conversar. Na verdade, Manu até tentava puxar conversa, mas eu estava me sentindo tão estranha que minhas respostas eram monossilábicas. Eu estava radiante por tudo que estava acontecendo entre eu e Pepe, mas percebi que bastava ouvir a voz do Lanza que um medo tomava conta de mim, como se ele pudesse de alguma forma arruinar tudo. Sei lá, eles eram amigos, e essa amizade me perturbava um pouco. E se ele resolvesse contar ao Pepe sobre o beijo no elevador e inventar coisas ruins sobre mim? Pior, e se Pepe acreditasse nele? Pra ter uma relação mais íntima do que o normal comigo, o sr. Munhoz devia ter uma confiança considerável em mim, mas eu não tinha certeza da proximidade dele com o professor Lanza pra me sentir realmente segura.
- O que deu em você hoje, hein? – ouvi Manu perguntar, com a voz irritada – Tá tão quieta, tão esquisita... Aconteceu alguma coisa?
- Não – menti, sorrindo fraco – Tô com um pouco de sono, só isso.
- Se você acha que eu acredito nisso, tudo bem – ela reclamou, erguendo uma sobrancelha. Droga, às vezes eu esqueço que ela me conhece desde que nasci, ou seja, bem até demais.
- Caramba, já falei que é só sono – repeti, começando a ficar impaciente – Não posso mais ter sono agora?
Manu deu de ombros, desistindo, e eu suspirei profundamente. Era um saco ter que mentir pra ela, afinal, a gente sempre contava tudo uma pra outra, mas eu realmente preferia guardar aquele segredo. Tinha medo do que ela poderia pensar de mim se soubesse que eu e o Pepe estávamos, erm, nos relacionando intimamente.
- Foi mal, tá? – bufei, vendo a tromba que ela tinha feito por causa da minha resposta atravessada – Você sabe que eu com sono fico a maior grosseirona, ainda mais com você me enchendo de perguntas.
- Se eu não tivesse aula com o Munhoz daqui a pouco, não te desculpava, mas como hoje eu tô de bom humor por razões óbvias, tudo bem – ela sorriu, danada, me fazendo empurrá-la de leve e rir. Sei lá por que eu ri, talvez eu seja estranha mesmo e goste de ouvir minha melhor amiga dizer que o cara que eu tô pegando a deixa de bom humor. Ou talvez pra tentar afastar a inútil existência de Pedro Lanza da minha memória.

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 3 PARTE 2

Sexy Biology '-' (FÃFIC)

 - CAPITULO 3 PARTE 2
- Por que você demorou tanto pra sair da escola ontem? – Manu perguntou, batendo o pé junto com a bateria da música enquanto ouvíamos música no volume máximo do meu iPod.
- Cheguei atrasada na aula do Lanza e não consegui terminar de copiar o relatório antes do sinal tocar – respondi, disfarçando um sorriso maligno – Você sabe que eu tenho problemas pra decifrar a caligrafia dos professores.
Estávamos sentadas no chão do pátio do colégio, de frente pra porta por onde entraríamos logo e começaríamos mais um dia de aula. Faltavam apenas dez minutos pra que o sinal tocasse e as portas das classes fossem abertas, mas ainda assim a escola estava praticamente deserta.
Olhei na direção da rua, refletindo sobre o dia anterior enquanto Manu falava alguma coisa sobre a prova de química. Como duas pessoas podiam influenciar tanto meu humor de formas tão diferentes? Primeiro o sr. Munhoz, todo carinhoso, perfeito e maravilhoso. Depois, o sr. Lanza, totalmente idiota, ridículo e frouxo. E o mais curioso de tudo, eles eram amigos! Essa vai pra minha lista de mistérios da humanidade que eu adoraria desvendar.
Enquanto observava os poucos carros que passavam em frente à escola, um suéter verde musgo ambulante chamou minha atenção. Ergui meu olhar na direção do rosto da pessoa que caminhava escola adentro, e me deparei com um par de olhos castanhos me olhando. Sorri de leve, doida pra agarrá-lo ali mesmo como sempre. Aquela blusa verde era um clássico no guarda-roupa dele, todas as vezes que eu o via usando aquele suéter, era tentação na certa. Deus, eu realmente amava cada detalhe naquele homem.
- Bom dia, meninas – o sr. Munhoz sorriu ao passar por nós, carregando mil pastas cheias de papéis e uma mochila que provavelmente continha mais pastas iguais às outras. Tenho certeza de que Manu não notou nada de especial naquele sorriso, mas eu o vi de um jeito totalmente diferente.
- Bom dia, professor – respondemos, em uníssono, o que só fez aquele sorriso aumentar. O sr. Munhoz continuou a andar normalmente em direção à sala dos professores, e eu o segui com o olhar disfarçadamente. Oi, como você consegue ser tão gostoso aos 30 anos de idade? Não posso esquecer de perguntar isso a ele um dia.
- Você tem razão – Manu disse, e eu mais que depressa parei de secar o sr. Munhoz para olhá-la. Fiz cara de pastel de vento e ela completou a frase – Ele é lindo demais.
Não deu pra não rir daquele comentário, ainda mais com os recentes acontecimentos.
- Pois é, minha cara – suspirei, assentindo devagar – Ele é simplesmente perfeito.
Manu também suspirou e começou a observar a rua vagamente. Sem vergonha, logo voltei a encarar o sr. Munhoz, que havia parado em frente à sala dos professores pra conversar com uma coisa loura, alta e magra que atendia pelo nome de Miranda Keaton. Eu ainda acertava minhas contas com aquela lambisgóia oxigenada um dia, pode apostar.
- Segura a emoção aí, Caah – ouvi Manu rir disfarçadamente, abaixando seu olhar pra disfarçar ainda mais o riso – Sua alma gêmea tá chegando.
Franzi a testa, sem entender, e me virei na direção da saída do colégio. Dei de cara com o professor Lanza chegando, com a maior cara de sono e os cabelos despenteados de um jeito proposital. E atraente, pro meu desgosto.
- Não sei por que eu fui olhar, eu já devia saber que era ele – resmunguei, revirando os olhos e olhando rapidamente pra porta da sala dos professores, agora sem ninguém ao seu redor. Beleza, o sr. Munhoz e a srta. Keaton já deviam estar no banheiro mais próximo dando sua rapidinha matinal. E eu ali, perdendo meu tempo observando o contorno dos ombros do sr. Lanza, realçados pela blusa pólo azul marinho que ele usava.
Espera aí. Credo, que nojo! Por que eu agora estava com a péssima mania de ficar observando os detalhes daquele verme? Tudo bem que eu adoro ombros masculinos (não só ombros, mas isso não vem ao caso), mas ficar olhando os do Lanza já era desespero demais! Nota mental: evitar encarar qualquer parte do corpo daquele exu.
- Nem bom dia ele dá – Manu comentou, medindo-o de cima a baixo quando ele já tinha passado por nós – Dá pra entender totalmente por que você o odeia tanto.
- Eu odiá-lo tanto tá beleza, agora ele me odiar também é péssimo pra minha nota – bufei, fazendo uma careta – Mas eu não ligo, prefiro ir mal a ter qualquer tipo de simpatia com esse crápula.
- Fala, Lanza – ouvi uma voz conhecida dizer, e vi o sr. Munhoz surgir do nada com a srta. Keaton.
- Oi, Pepe – o sr. Lanza resmungou, parecendo indisposto. Provavelmente tinha comido alguma aluna do primeiro ano e como ela não devia saber nem beijar, não foi bom e ele ficou de mau humor. Idiota, quem ele pensava que era pra chamá-lo de Pepe? Ele não merecia aquela intimidade toda!
- Não esqueceu o futebol com o terceiro ano depois da aula, né? – Pepe (se o Lanza podia, eu também podia) perguntou, como se já previsse a careta que o amigo fez.
- Totalmente – ele respondeu, batendo com a palma da mão na própria testa – Se bem que eu não ia jogar de qualquer jeito, não dormi nada essa noite.
Os dois entraram na sala dos professores rindo, e não deu pra ouvir mais nada. O sinal tocou, e logo eu e Manu subimos, ainda comentando sobre o belo físico do professor Munhoz. Bem que eu quis contar tudo pra ela, mas fiquei com medo e achei melhor as coisas se firmarem um pouco mais. Por mim, eu casava com ele sem pensar duas vezes, mas eu acho que uma proposta de casamento seria um pouco assustadora pra ele.
As duas primeiras aulas se arrastaram lentamente, sem muitas novidades. Dei graças a Deus quando a professora de física saiu da classe. Aulas duplas me entediavam demais, fato. Nosso professor de história logo chegou e como era dia de prova, já foi entregando as avaliações para os alunos. Beleza, só questões de múltipla escolha, ia ser fácil. O legal do sr. Turner era que ele facilitava as coisas no primeiro bimestre e ia dificultando conforme o tempo passava, nos dando a oportunidade de já passarmos de ano sem precisarmos estudar muito a parte mais difícil da matéria. Afinal, quem em sã consciência leva os estudos a sério no quarto bimestre se já fechou no terceiro? É, até que o sr. Turner era legalzinho, se não usasse tantas palavras difíceis e transpirasse menos.
Em menos de dez minutos eu terminei a prova, com a certeza de que tinha ido bem. Todo mundo ia bem nas provas dele, porque ele praticamente colocava as respostas no enunciado da pergunta. Sem a mínima vontade de ficar sentada por mais de meia hora naquela classe, pedi pra ir ao banheiro, pra ver se o tempo passava mais rápido, e o professor apenas assentiu pra mim, atento aos alunos do fundo que não se cansavam de pedir e passar cola. Bando de burros, francamente.
Caminhei lentamente pelo corredor na direção do banheiro, soltando um bocejo e me espreguiçando preguiçosamente. Passei pela classe de Manu, que estava com a porta fechada, e pela classe ao lado da dela, que estava aberta, mas vazia.
- Ei, Trevisan – ouvi alguém sussurrar assim que entrei no banheiro, e coloquei a cabeça pra fora pra ver quem era. Uma coisa verde e sexy parada na porta do banheiro masculino, que ficava logo ao lado do feminino, sorria pra mim, fazendo meu coração acelerar. Homens como o sr. Munhoz não podiam aparecer assim de repente, era beleza demais pra se assimilar tão depressa.
- Oi, professor – sorri de volta, tentando parecer menos promíscua do que eu realmente era quando o cara em questão era ele.
- Tem um minutinho? – Pepe murmurou, com um sorriso perfeito no rosto. Ele devia entrar no Guinness Book como o sorriso mais charmoso do mundo, dica. Assenti, olhando pros lados pra ver se alguém estava vindo, mas o corredor estava realmente deserto.
Pepe me puxou pela mão até a sala vazia, e fechou a porta atrás de nós. Quando ele se virou pra mim e me encarou, tudo que eu pensava em dizer simplesmente sumiu. Eu sempre ficava meio retardada quando ele me olhava, ainda mais agora que seu olhar parecia muito mais íntimo do que das outras vezes.
- Eu te chamei aqui porque queria conversar sobre ontem – ele falou, se aproximando com as mãos nos bolsos da calça jeans larga e uma expressão misteriosa – Mas eu mudei de idéia.
Me assustei com o que ele disse. Mudou de idéia? O que ele quis dizer com aquilo? Eu beijava tão mal pra fazê-lo desistir de mim em um dia?
- C-como assim? – gaguejei, numa tentativa desesperada de disfarçar meu pânico. Totalmente em vão, claro, meu pavor tava na cara.
O sr. Munhoz não disse nada, apenas continuou se aproximando cada vez mais. Quando ele já estava bastante próximo, envolveu meu rosto com suas mãos, e parou com o corpo bem pertinho do meu. Se ele não estivesse segurando meu rosto, acho que teria desmaiado assim que seu perfume encheu meus pulmões.
- Eu descobri que te beijar é muito melhor que qualquer conversa – ele murmurou, abrindo um sorriso lindo, e tudo que tive tempo de fazer foi também sorrir, aliviada, antes de sentir seus lábios nos meus. Deslizei minhas mãos pelos ombros dele, gravando cada toque na minha memória pra jamais esquecer, e o abracei pelo pescoço, puxando-o pra mais perto. Pepe embrenhou uma mão em meus cabelos e escorregou a outra até meu quadril, fazendo qualquer espaço que ainda houvesse entre nós sumir. Nossas línguas se acariciavam numa sintonia perfeita, como se já fôssemos íntimos há muito tempo, fazendo meu corpo inteiro formigar.
Aquele sem dúvida foi o melhor beijo da minha vida, com o homem mais perfeito do mundo. Ele conseguia ser firme e delicado ao mesmo tempo, me segurando perto dele e me provocando sensações novas com o mais sutil dos toques, como nunca ninguém havia conseguido. Fomos intensificando cada vez mais o beijo a cada segundo, até meus lábios ficarem dormentes e meu fôlego acabar. Mesmo ofegante, continuei beijando-o com a mesma avidez, sem querer desgrudar dele nunca mais.
Pepe me abraçou pela cintura e me levantou do chão. Acho que ele fazia isso porque eu era relativamente baixinha perto dele, e quando ele me levantava as coisas ficavam mais fáceis pro seu lado. Sem pensar direito, envolvi sua cintura com minhas pernas, e ele pareceu gostar da idéia. Cambaleando um pouco enquanto eu bagunçava seu cabelo, ele me sentou sobre a mesa onde os professores colocavam seu material, me fazendo ficar da sua altura.
Tirei minhas pernas de sua cintura, mas logo senti suas mãos apertarem minhas coxas num pedido mudo pra que eu as colocasse de volta. Fiz o que ele pediu, ficando perigosamente sem ar, mas sem ligar pra uma besteira como oxigênio numa hora daquelas. Pepe segurava minha cintura com força, me prensando contra seu tronco sem ousar romper o beijo. Acho que todo aquele desejo reprimido durante três anos estava se revelando ali, e não era só da minha parte.
Sem conseguir mais resistir, passei discretamente minhas mãos por debaixo da barra de seu suéter, tocando a pele quente de sua barriga. Seus músculos se contraíam a cada toque, assim como os meus reagiram aos toques dele em meus quadris por debaixo do uniforme. Como se procurasse fôlego naquele beijo, ele me puxou pra mais perto ainda, e eu fiz o mesmo com minhas pernas, sentindo um volume assustador mais embaixo. Olha só, o homem que já era perfeito tinha acabado de me mostrar a única qualidade que faltava comprovar.
Senti as mãos de Pepe descerem um pouco, alcançando os bolsos de trás da minha calça jeans. Nem liguei, afinal quem tinha começado com a mão boba fui eu. Mas assim que ele fez menção de colocar as mãos por dentro dos bolsos, Pepe partiu o beijo e ficou me olhando com os olhos levemente arregalados, num misto de surpresa e medo. Ficamos alguns segundos em silêncio, paralisados, enquanto eu apenas o observava, totalmente confusa.
- Eu acho melhor a gente ir com calma – ele balbuciou, parecendo um pouco desconcertado – Alguém pode nos pegar aqui, e...
Pepe desistiu de continuar falando, com o olhar fixo no meu. Minha vontade foi de dizer que ele podia fazer o que quisesse comigo, mas ao invés disso, eu apenas falei, com um sorriso compreensivo:
- Tudo bem, professor.
Ele suspirou, olhando pro lado como se estivesse em dúvida. Logo voltou a me olhar, mordendo discretamente seu lábio inferior, que estava bem vermelho, e disse:
- É que eu nunca fiz isso antes, sabe... Nunca me envolvi tanto assim com uma aluna, tenho medo de ir rápido demais e acabar te assustando... Entende?
Enquanto falava, Pepe fazia carinho em meu rosto e observava cada detalhe dele com insegurança no olhar. Sem reação diante daquele jeito cuidadoso, apenas assenti devagar, com um sorriso besta no rosto. Ele afastou uma mecha de cabelo que estava sobre meu olho e sorriu de volta, mais aliviado.
- E agora? – falei, arrumando timidamente o cabelo dele que estava todo bagunçado e fazendo-o fechar os olhos com o carinho.
- Não faço a menor idéia – ele respondeu, sorrindo de um jeitinho gostoso e lentamente abrindo os olhos – A única coisa que eu sei é que quero você.
Fiz uma cara involuntária de perplexidade após aquela declaração. Preciso dizer que eu também queria demais aquele cara? Acho que eu nunca quis tanto alguém como eu o queria, sem mudar nada em sua personalidade e em seu jeito de ser. Naquele momento eu percebi que realmente amava Pedro Munhoz, e que seria capaz de acordar todos os dias ao lado dele, ouvi-lo rir de qualquer coisa idiota que eu dissesse, observá-lo enquanto ele estivesse distraído vendo TV ou lendo algum livro, beijá-lo e abraçá-lo a qualquer momento... Resumindo, eu queria aquele homem só pra mim, pra sempre, não importava se aquilo era errado. Abri um sorriso encantado, com o olhar fixo no dele, e aproximei nossos rostos devagar até alcançar sua boca e beijá-lo calmamente.
- Não dá pra acreditar nisso tudo, sabia? – murmurei, partindo o beijo e unindo nossas testas – Nunca pensei que um dia eu estaria beijando o senhor...
- Me chame de ‘você’, pelo amor de Deus – ele interrompeu, erguendo as sobrancelhas – Chega desse ‘senhor’, me sinto um vovô quando você me chama assim.
- Nunca pensei que um dia eu estaria beijando você – repeti, frisando a última palavra – E te ouvindo dizer coisas assim pra mim.
- Eu tentei ignorar esse meu interesse por você, eu juro que tentei – Pepe falou, acariciando minha cintura enquanto eu brincava com a gola de seu suéter – Mas ontem eu não agüentei mais me segurar, não sei o que me deu... Tava tudo escuro, e você totalmente sozinha lá atrás... Eu detesto te ver sozinha na classe, já falei isso.
- Não liga pra essas coisas, eu não faço questão de ser amiga de ninguém daquela classe – sorri, ao ver que ele estava ficando meio bravo. Pepe entortou a boca e me olhou, cedendo logo depois e sorrindo comigo.
- Falando em classe, acho que te roubei de alguma aula – ele lembrou, fazendo uma careta sapeca – Não é melhor você voltar?
- Infelizmente é – suspirei, triste – O Turner deve estar estranhando minha demora no banheiro.
- É só falar que comeu waffles no café-da-manhã – ele riu, e eu franzi a testa, sem entender – Ele sempre tem dor de barriga quando come waffles, vai se identificar com o seu sofrimento.
- Bom saber – gargalhei, e ele logo me calou com um beijo caloroso.
- Amanhã eu dou um jeito pra gente se ver – Pepe avisou, me abraçando pela cintura e me colocando no chão – Vai lá, pequena.
Dei um sorriso fofo pra ele, e sem conseguir resistir, puxei-o de novo pra outro beijo. Pepe não reclamou, pelo contrário, pareceu gostar da surpresa. Eu não queria me afastar dos braços daquele homem nunca mais. Era tudo muito lindo pra ser verdade e eu não queria acordar daquele sonho de jeito nenhum.
- Até amanhã então – murmurei, quando partimos o beijo, e saí da sala sorrateiramente, deixando-o com um sorriso de orelha a orelha em seu rosto. E no meu também, claro.

Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULO 3

Sexy Biology '-' (FÃFIC) 
CAPITULO 3 PARTE 1 

- Com licença, professor – eu falei, interrompendo a explicação do Lanza ao abrir a porta do laboratório. Ele apenas parou de falar e me olhou de cima a baixo, com uma cara de desprezo, erguendo uma sobrancelha.
- Como eu estava dizendo, o relatório de hoje deverá ser entregue na próxima aula, porque a última parte dele deverá ser entregue em forma de pesquisa – ele continuou, um pouco irritado. Nem preciso dizer que a Piscineli ficou me medindo desde que eu fechei a porta do laboratório até quando eu me sentei num dos bancos. Tadinha, ela pensa que aquele canalha dá a mínima pra ela. Tenho pena dessas pobres meninas iludidas.
O professor Lanza logo terminou de explicar, sem dirigir um olhar sequer na minha direção, e foi se sentar em sua cadeira. Geralmente ele colocava os pés sobre a mesa e ficava de braços cruzados, apenas nos observando com seu risinho debochado, mas hoje ele parecia preocupado com alguma coisa. Ele não deixou de se sentar daquele seu jeito folgado, mas sua expressão estava fechada e o olhar perdido vagamente entre os alunos. Não que eu estivesse reparando nele nem nada, eu só notei esse comportamento estranho porque passei metade da aula sonhando acordada com tudo que tinha acontecido entre eu e o sr. Munhoz e conseqüentemente acabava observando as pessoas ao meu redor mais do que de costume. Meu coração ainda estava acelerado e minhas pernas estavam bambas só de lembrar dele me levantando do chão e me abraçando tão apertado.
Durante mais uma de minhas viagens pelo interior do meu cérebro, me peguei observando o professor Lanza. Meus olhos viajavam pelo seu rosto, analisando cada detalhe, até que ele retribuiu meu olhar de um jeito incomodado, como se tivesse notado que eu o observava há algum tempo. Arregalei meus olhos, surpresa comigo mesma, e continuei copiando o relatório da lousa evitando ao máximo aproximar meu olhar dele. Por que toda vez que ele me olhava agora eu sentia um calafrio? Assim que ele me olhou de volta, me lembrei do beijo no elevador, e do quão tenso foi aquele último olhar. Talvez fosse medo de que ele pudesse me atacar de novo a qualquer momento ou algo do tipo.
A aula rapidamente acabou, e como eu tinha chegado um pouco mais tarde ao laboratório, estava igualmente atrasada na cópia da lousa em relação ao resto da classe. Resumindo, enquanto todos iam embora, eu ainda estava copiando o relatório, com as mãos trêmulas. Experimenta beijar seu professor lindo, maravilhoso e inalcançável e depois copiar uma folha inteira de lição pra você entender o que eu passei.
Quando todos já tinham saído, vi de rabo de olho que o professor Lanza me encarava. Tentei me apressar, mas tudo que consegui foi pular uma palavra e ser obrigada a passar corretivo na folha. Enquanto eu soprava o líquido pra que ele secasse logo, pude ouvi-lo bufar e se levantar, caminhando lentamente até a janela e observando o exterior do prédio com a testa franzida. E foi aí que eu percebi que meu sopro ficou mais fraco quando meus olhos sem querer se fixaram na bunda dele. O que estava acontecendo comigo? Por que esquentou de repente?
- Perdeu alguma coisa, Trevisan? – ouvi a voz dele reclamar, e rapidamente ergui meu olhar até encontrar seu rosto, ainda virado pra janela. Com a maior cara de ânus, abri a boca várias vezes na tentativa de dizer algo, mas como nada saiu, apenas voltei a copiar. Ele soltou um risinho debochado e começou a balançar a cabeça negativamente.
- Num dia ela enfia uma caneta no meu braço, no outro ela fica secando a minha bunda – ele disse, e eu voltei a copiar pra não deixá-lo ver minha cara roxa de vergonha - Afinal de contas, o que você quer?
O sr. Lanza virou seu rosto na minha direção, e me encarou de um jeito impaciente. Eu soube bem o que dizer, apesar de ter sido pega de surpresa por ele ter tocado no assunto tão repentinamente.
- O que eu quero? Engraçado, o senhor só menciona as partes que lhe convêm. Por que não mencionou também o dia em que me agarrou dentro do elevador contra a minha vontade? – respondi, frisando bem a última parte e olhando-o com raiva.
- Não diga como se eu fosse o vilão da história, se não tivesse gostado teria dado um jeito de me afastar – ele riu, vitorioso, cruzando os braços e exibindo uma pequena cicatriz circular onde eu o havia machucado. Sem um pingo de pena, revirei os olhos e comecei a copiar a última questão, doida pra sair dali e quem sabe encontrar o sr. Munhoz na saída.
- Eu não vou discutir um absurdo desses – retruquei, possessa – Se o senhor prefere achar que me ganhou com aquele abuso, não vou destruir seus sonhos.
- Quem tá sonhando aqui é você, garota – ele falou, parecendo ainda mais bravo (o que só me deixou mais satisfeita) – Se tá achando que eu vou ficar correndo atrás de você, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Eu já consegui o que queria, agora é só te jogar fora e investir em outra.
Terminei de escrever a última palavra do relatório quando ele acabou de falar, e ergui meu olhar da folha pra ele. Com a frase perfeita pronta e na ponta da língua, apenas guardei minhas coisas e fui até ele, parando bem à sua frente. Sem mudar de expressão, ele me encarava avidamente, com um misto de raiva e algo mais brilhando em seus olhos. Dei mais um passo a frente, ficando perigosamente perto dele, e quando faltava apenas um centímetro pra que nossos lábios se encostassem, percebi que seus olhos não o obedeciam mais e fitavam meus lábios com um desejo imenso.
- Ótimo – sussurrei, sorrindo perversamente – Me jogar fora e investir em outra é um favor que você me faz.  
O olhar confuso do professor Lanza se ergueu até encontrar o meu, e sem dizer mais nada, me afastei dele e saí do laboratório, ainda mais feliz do que tinha entrado.