Sexy Biology '-' (FÃFIC) CAPITULOS 7 & 8 PARTE 1
- Belo relatório, Kristen.
Final da última aula. Passei pela porta do laboratório de biologia, sem realmente acreditar no que estava prestes a fazer. Só de ouvir aquela voz constantemente metida, já me dava vontade de dar meia volta e ir embora. Mas já era tarde demais, eu já estava dentro do laboratório, parada ao lado de um dos três grandes balcões que haviam lá, esperando até que a tal Kristen fosse embora. Quanto menos gente soubesse que eu tinha qualquer tipo de contato com Pedro Lanza fora do horário das aulas, melhor.
A tal garota deixou a classe com um sorrisinho malicioso, e me olhando de cima a baixo ainda por cima, como se eu fosse como ela e topasse ir pra cama com aquele cafajeste. Evitei olhar pra garota, sentindo que voaria no pescocinho dela se não me controlasse, e logo ouvi a voz do sr. Lanza dizer.
- Você por aqui, Trevisan? A que devo a honra?
Olhei pra ele, que estava sentado em sua cadeira organizando várias pilhas de papéis, provavelmente relatórios, que estavam sobre sua mesa.
- Não acredito que eu vou realmente dizer isso, mas... Eu vim te agradecer pelo que você fez por mim ontem depois da excursão – falei, decidindo ser direta e objetiva pra gastar menos do meu tempo me humilhando pra ele. Pedro nem ergueu o olhar dos relatórios, apenas sorriu maliciosamente e disse:
- Não precisava ficar sem graça, a maioria das garotas também costuma voltar pra agradecer pelos grandes favores que eu faço por elas.
Entendendo o verdadeiro sentido da palavra “favores” sem dificuldade, cerrei meus olhos fixos nele, com uma expressão que ficava entre a incredulidade e o desprezo. Que homem ridículo. Nunca senti tanta raiva de mim mesma por ter ido atrás dele. Devia ter sido tão inescrupulosa quanto ele e simplesmente ignorar o fato de que uma vez na vida ele me fez um favor.
- Eu realmente não sei por que fiquei surpresa com essa resposta – eu retruquei, com um risinho inconformado no rosto – Só posso ser muito idiota mesmo.
Dei meia volta pra ir embora, mas assim que dei um passo na direção da porta, ouvi a voz de Pedro voltar a falar, com um inesperado toque de sinceridade.
- Foi muito educado da sua parte vir até aqui me agradecer, Trevisan. Confesso que você me surpreendeu... Mais uma vez.
Me virei novamente pra ele, e um certo arrepio percorreu minha espinha quando meu olhar encontrou o dele, tão intenso sobre mim. De um jeito diferente do que eu tinha descoberto ontem. Ainda mais invasivo, imponente, vidrado, como se eu fosse a única coisa que houvesse pra se olhar na vida dele.
- Por que você voltou ontem? – ouvi minha própria voz perguntar, com o olhar grudado no dele por alguma razão que eu não sabia explicar. Aquela dúvida estava entalada na minha garganta desde que o vi novamente estacionado atrás daquela árvore, como se estivesse tomando conta de mim às escondidas. Os olhos de Pedro continuaram fixos nos meus, ainda mais intensos que antes, até que um sorrisinho de canto surgiu em seu rosto e ele respondeu:
- Curiosidade.
Franzi a testa, sem entender, e ele explicou melhor:
- Queria saber se sua mãe era tão bonita quanto você. E pra falar a verdade, seu pai é um homem de sorte.
Cerrei novamente meus olhos, encarando-o sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. Eu sabia que ele era grosseiro, mas não achei que fosse capaz de usar cantadas daquele tipo. Só havia um tipo de homem que podia usar cantadas como aquelas no mundo: homens como Pedro Munhoz, por exemplo. Caras como Pepe eram capazes de transformar cantadas toscas como aquela em música para os ouvidos de qualquer mulher apenas com seu olhar e jeito de falar.
- Eu quase achei que você tava conseguindo falar sério pela primeira vez na vida – murmurei, olhando-o com uma decepção irônica – Mas me lembrei de que milagres não acontecem.
Pude ver o sorriso do professor Lanza se alargar um pouquinho com a minha resposta, realmente achando graça do que eu tinha dito. Me virei novamente na direção da porta, e deixei o laboratório, descendo rapidamente os lances de escada rumo à saída da escola. E por incrível que pareça, eu estava rindo. Uma coisa era certa: Pedro Lanza pode reunir todos os defeitos que alguém pode ter, mas sem dúvida, ele sabia se divertir. E me divertir também.
Capítulo 08
Respirei fundo, sentindo o aroma floral gostoso com o qual já estava acostumada. Toda vez que pisava na guarita do prédio de Pepe, o cheiro das flores do jardim invadia meus pulmões, geralmente fazendo um sorrisinho surgir em meu rosto. Mas hoje eu estava preocupada, ansiosa demais pra sorrir. Assim que me viu, Andy abriu a porta para mim, como em toda sexta-feira, e eu entrei, respirando fundo outra vez. Trêmula, passei por ele, que me deu um sorrisinho amigável por detrás do balcão da portaria, e subi pela escada, inquieta demais para esperar o elevador. Aquela poderia ser a última vez que eu estaria naquele prédio. Meu estômago revirou de nervosismo só de pensar.
Assim que o primeiro andar entrou no meu campo de visão, vi Pepe me esperando com a porta de seu apartamento aberta. Minha garganta ficou totalmente seca assim que seus olhos castanhos me encararam.
Me aproximei da porta, com a respiração discretamente ofegante, mas sem nenhuma relação com os lances de escada que subi. Não soube como agir, até que ele abaixou o olhar e me deu espaço para passar. Com sérias dificuldades pra respirar de tão apreensiva, eu entrei e parei a alguns passos da porta, de costas pra ele, enquanto o ouvia trancá-la. Tomando coragem, me virei em sua direção, e o observei encarar o chão e prolongar aquele silêncio sepulcral por mais alguns segundos.
- Como você tá? – ouvi Pepe murmurar, com um pouco de cuidado na voz, e quase não soube responder, porque seu olhar se fixou no meu.
- Bem – respondi, com a voz falha, e pigarreei de leve para firmá-la – E você?
- Já estive melhor – ele falou, assentindo devagar e voltando a encarar os próprios pés. Mais silêncio.
- Não quer se sentar? – ele disse, me olhando novamente após mais algum tempo quieto, e indicou o sofá com um gesto de mão. Me sentindo uma visitante incômoda, fiz que não com a cabeça e esbocei um sorriso cordial, evitando olhar em seus olhos. Pepe respirou fundo, colocando as mãos nos bolsos da bermuda bege, e perguntou, com a voz baixa:
- Como foi a excursão?
Soltei um discreto risinho miserável ao ouvir sua pergunta, me lembrando de todos os péssimos momentos daquele dia. Nem que eu quisesse seria capaz de explicar o quão torturante aquela excursão tinha sido.
- O que você acha? – murmurei, encarando meus tênis com a expressão vazia – Não podia ter sido pior.
Pepe abaixou seu olhar, parecendo um pouco culpado pela minha resposta, e eu continuei:
- Ter que passar o dia inteiro com pessoas que eu não gosto e que também não gostam de mim, quase perder o chaveiro que minha avó me deu de presente, e pra encerrar com chave de ouro, quase ser assaltada enquanto esperava minha mãe ir me buscar na escola. Grande dia, sem dúvida.
- O que? Você quase foi assaltada? – Pepe repetiu, com a voz um pouco sobressaltada, e eu pude ver seu rosto demonstrar preocupação – Como assim?
Ergui meu olhar pra ele, e entortei a boca, balançando a cabeça negativamente.
- Não foi nada de mais – respondi, sem querer citar o momento em que o professor Lanza apareceu e expulsou aquele cara estranho – Minha mãe chegou bem na hora e ficou tudo bem.
Pepe continuou me encarando, com o olhar meio aflito e a testa levemente franzida, e eu sustentei seu olhar, séria por fora e desmoronando por dentro. Tudo que eu queria naquele momento era abraçá-lo, só isso já me faria um bem enorme.
- Eu devia ter dado um jeito de ir com você – ele disse delicadamente, como se tentasse enxergar meus pensamentos através dos meus olhos – Evitaria muita dor de cabeça.
- Pois é – suspirei, sentindo minhas entranhas se revirarem de ansiedade dentro de mim ao ouvir seu tom de voz reconfortante. Se eu dissesse que estava lacrimejando, seria muito ridículo?
- Talvez se eu tivesse ido com a sua turma, nós não estivéssemos agindo como dois estranhos nesse exato momento – Pepe murmurou, com os olhos cravados nos meus de um jeito tristonho – Tudo isso por uma discussão que já não tem a mínima importância pra mim... Porque o que eu sinto por você é muito maior e mais especial do que isso.
Um sorriso tímido surgiu no meu rosto, derrubando duas lágrimas fujonas dos meus olhos. Alívio era pouco perto do que eu estava sentindo. Ele sorriu fraco pra mim, e toda aquela seriedade que existia antes sumiu de seus olhos instantaneamente, voltando a mostrar o Pepe maravilhoso que eu conhecia. O meu Pepe.
- Me desculpa – eu falei, com a voz embargada, e cobri meu rosto com as mãos, sentindo vergonha de mim mesma por estar chorando.
- Esquece isso, já passou - ouvi sua voz preocupada murmurar, bem perto do meu ouvido, me abraçando carinhosamente e me obrigando a inalar seu perfume viciante – Eu senti tanta saudade de você... Não conseguia te tirar da cabeça por um minuto sequer, me odiando por não ter simplesmente corrido atrás de você sem nem ligar pro que os outros iam pensar.
Àquela altura, eu já estava totalmente mole, ainda de pé somente porque ele me segurava. Era como se aquilo fosse um sonho. Pepe afundou seu rosto em meu pescoço, respirando profundamente meu perfume, e me deu um beijo atrás da orelha, provocando arrepios por todo o meu corpo. Logo depois, suas mãos envolveram meu rosto e o ergueram até nossos olhares se encontrarem. Encostando a ponta de seu nariz no meu, ele sussurrou, olhando fundo nos meus olhos com um sorrisinho lindo:
- Eu te amo, minha pequena.
Sorri novamente, fazendo com que duas últimas lágrimas teimosas, que ele logo enxugou com os polegares, rolassem pelo meu rosto. Passei minhas mãos ao redor de seu pescoço, com o sangue formigando dentro das veias, e venci a pouca distância que separava nossos lábios. Senti Pepe sorrir assim que nossas línguas se encontraram, sem a menor pressa de se afastarem, e ele envolveu minha cintura com seus braços. Deus, como era bom me sentir inteira novamente. Envolvi seu rosto com minhas mãos, matando a saudade de cada centímetro daquela região, e embrenhei meus dedos em seus cabelos, que estavam arrumados demais pro meu gosto. Senti meus pés saírem do chão quando Pepe me levantou, e dobrei minhas pernas pra trás, partindo o beijo e afundando meu rosto em seu pescoço. Sorrindo feito uma idiota, aproveitei a proximidade entre minha boca e seu ouvido para sussurrar:
- Você sabe que eu também te amo... Não sabe?
Pepe me colocou no chão novamente, e quando voltamos a nos encarar, vi que ele fingia pensar numa resposta, fazendo um biquinho fofo e olhando pra cima.
- Hm, não sei... Que tal refrescar a minha memória?
Um sorrisinho danado surgiu em seu rosto, o que só me fez sorrir mais ainda. Quase tinha me esquecido de como era bom estar com ele e de como ele me fazia rir com uma facilidade impressionante.
- Pode deixar que eu te faço lembrar direitinho, Munhoz – sussurrei, com meus lábios rentes aos dele num sorrisinho esperto e um olhar intenso em seus olhos castanhos radiantes. Pepe colocou suas mãos em minha cintura e me puxou pra mais perto bruscamente, me beijando na mesma hora com uma vontade assustadora. Parecia que ele se lembrava muito bem, e estava mais do que disposto a me dar um flashback.
Suas mãos logo desceram mais um pouco, parando espalmadas em minha bunda, e as minhas deslizaram lentamente pelo seu tórax e abdômen, saboreando cada milímetro do trajeto. Pepe continuou descendo uma de suas mãos até a minha coxa, e a puxou pra cima, fazendo meu joelho ficar na altura de seu quadril. Entendendo o que ele queria (me carregar pra algum lugar, como sempre), eu subi novamente minhas mãos até seus ombros e me impulsionei pra cima, envolvendo sua cintura com minhas pernas. Agradecendo com gemidos baixos enquanto me beijava, ele deu alguns passos às cegas, segurando firme em minha bunda enquanto eu voltava a agarrar seus cabelos da nuca. Mais alguns passos adiante e eu estava sentada sobre algo plano. Tateei a superfície, enroscando meus dedos em alguns fios inesperados, e percebendo minha curiosidade, Pepe partiu o beijo e disse, com a boca avermelhada e um olhar meio enfezado:
- Quer fazer o favor de parar quieta?
Olhei pra baixo, e me vi sentada sobre a mesinha do telefone, que tinha sido empurrado pro lado e caído no sofá, deixando sobre a mesa apenas sua fiação. Ah, tá, agora eu entendi.
- Foi mal – murmurei, sorrindo sem graça pra ele, que revirou os olhos com um sorriso de canto e voltou a me beijar logo depois. Sem tempo a perder, enfiei minhas mãos por debaixo de sua blusa branca, tocando sua pele quente, e as deslizei até descobrir seu abdômen todo. Com uma das mãos, puxei-o pra mais perto pelo cós da bermuda, e ele resolveu tirar a blusa, puxando-a pra cima pela parte de trás e jogando-a longe em dois segundos. Assim que se aproximou novamente, Pepe avançou em meu pescoço, dando beijos e leves chupões pela região. Agarrei com mais força seus cabelos, enquanto fincava minhas unhas da outra mão em seus ombros divinos.
Ele continuou descendo seus beijos até meu colo e desabotoou um dos dois botões da minha camiseta preta, que só serviam pra regular o decote. Beijou de leve o local onde o botão cobria, e fez o mesmo com o segundo botão. Ele ergueu o olhar na minha direção, sorrindo pervertidamente, e depois suas mãos foram até o fecho do meu sutiã por baixo da blusa, levando-a junto. Tirei-a na mesma hora, com a ajuda desnecessária dele, e assim que ela voou pra algum lugar, sua boca estava grudada na minha novamente. Já bastante ofegante, eu acariciava seus braços e peito, sentindo seus dedinhos ágeis puxarem as alças de meu sutiã e fazendo-as escorregarem por meus ombros.
Com uma mão firme envolvendo sua nuca e mantendo seus lábios firmemente colados nos meus, eu lutava contra o botão de sua bermuda, que não queria abrir de jeito nenhum, com a outra mão. Pelo visto estávamos perdendo o jeito, porque Pepe também parecia estar com dificuldades com meu sutiã, mesmo usando as duas mãos para tirá-lo, até que ele se irritou e me afastou de leve.
- Resolve o meu problema que eu resolvo o seu, pode ser? – ele ofegou, atordoado, e eu assenti na hora, tirando o sutiã com facilidade enquanto via a bermuda dele descer até alcançar o chão. Achando graça do momento complicado, voltamos a nos beijar com um sorriso, e eu senti seu queridinho dar sinais empolgantes de vida mais embaixo. Abracei seu pescoço com mais força enquanto ele apertava meus seios e soltava alguns gemidos roucos, e passei a mordiscar e sugar o lóbulo de sua orelha com vontade.
Pepe subiu uma de suas mãos até minha nuca, agarrando meus cabelos, e passou a outra por debaixo da minha coxa, apertando seu interior e me puxando pra mais perto. Desci uma de minhas mãos até encontrar o volume que procurava, e fiz carinho de leve sobre a boxer, fazendo-o inspirar ruidosamente e buscar meus lábios com urgência. Ele podia ser bem exigente quando provocado. Assim que voltamos a nos beijar, sua mão contornou minha coxa, ficando sobre sua parte superior, e subiu até o botão da minha calça. Sem querer romper o beijo, mas com o mesmo problema de antes, ele tentava em vão abrir o botão, até que eu segurei suas mãos e o ajudei, com vontade de rir por vê-lo tão destrambelhado. Obstáculos vencidos, não demorou muito pra minha calça e calcinha estarem espalhadas pela sala.
Deslizando suas mãos desde o meu joelho até meu quadril, Pepe segurou meu rosto com uma delas, embrenhando as pontas de seus dedos em meus cabelos por trás da orelha, e com a outra tocou minha intimidade devagar. Ele me beijou na mesma hora, só pra me provocar mais ainda. Igualmente dedicado a me beijar e a mexer seus dedinhos mágicos, ele não demorou muito a me levar ao primeiro orgasmo do dia, sorrindo orgulhosamente depois do feito. Incrível como ele sabia exatamente onde investir pra me fazer pirar.
Sentindo algumas mechas de cabelo grudarem em minhas costas por estar suada, eu voltei a espalhar beijos por seu pescoço, porque hoje aquela área parecia estar especialmente perfumada. Me aproveitando da distração dele, minhas mãos foram descendo até encontrarem o elástico de sua boxer, e nem preciso dizer que ela já estava no chão em menos de dois segundos. Me afastei de seu pescoço e envolvi seu membro com uma mão, mantendo nossas testas unidas. Comecei a masturbá-lo rapidamente, sentindo Pepe apertar minhas coxas com força e afundar seu rosto em meu pescoço. Seus músculos do abdômen se contraíam enquanto eu acariciava sua nuca com a mão livre e beijava seu ombro, que estava próximo da minha boca. A respiração falha e quente dele no meu pescoço estava me arrepiando inteira, ainda mais quando ele começou a gemer baixo bem ao pé do meu ouvido.
Quando já estava nítido que ele se segurava pra não acabar com a festa, ele segurou seu pênis, me fazendo soltá-lo, e abriu a gaveta da mesinha, tirando um preservativo dela. Ele mesmo colocou a camisinha em tempo recorde, considerando-se que eu beijava seu pescoço feito uma desvairada, e me pegando de surpresa por sua rapidez, me penetrou de uma vez só e com força. Soltei um gemido alto, que logo foi abafado pela boca dele, e finquei minhas unhas em seus braços. Pepe continuou investindo rápida e furiosamente, gemendo contra meus lábios, e segurava firme em minha cintura, me puxando pra si a cada investida. Estávamos realmente urrando, suados e com os músculos totalmente tensos de prazer, até que nossos gemidos foram ficando cada vez mais cansados e ele finalmente gozou, agüentando até eu atingir meu segundo orgasmo.
De olhos fechados e com a testa unida à dele, eu apenas tentava recuperar o fôlego enquanto sentia sua respiração quente em meu rosto. Pepe acariciou de leve minha bochecha com uma mão, e eu abri os olhos, vendo um sorrisinho fofo surgir em seu rosto.
- Na mesinha do telefone, Pepe? – cochichei, rindo baixinho e mordendo meu lábio inferior dormente, fazendo-o revelar seus olhos intensamente brilhantes – De novo?
- Me desculpe, vou tentar me esforçar mais pra chegar ao sofá nas próximas vezes – ele murmurou, dando uma piscadinha marota e me dando um selinho demorado logo depois. É, acho que o dia ia ser bom.
Final da última aula. Passei pela porta do laboratório de biologia, sem realmente acreditar no que estava prestes a fazer. Só de ouvir aquela voz constantemente metida, já me dava vontade de dar meia volta e ir embora. Mas já era tarde demais, eu já estava dentro do laboratório, parada ao lado de um dos três grandes balcões que haviam lá, esperando até que a tal Kristen fosse embora. Quanto menos gente soubesse que eu tinha qualquer tipo de contato com Pedro Lanza fora do horário das aulas, melhor.
A tal garota deixou a classe com um sorrisinho malicioso, e me olhando de cima a baixo ainda por cima, como se eu fosse como ela e topasse ir pra cama com aquele cafajeste. Evitei olhar pra garota, sentindo que voaria no pescocinho dela se não me controlasse, e logo ouvi a voz do sr. Lanza dizer.
- Você por aqui, Trevisan? A que devo a honra?
Olhei pra ele, que estava sentado em sua cadeira organizando várias pilhas de papéis, provavelmente relatórios, que estavam sobre sua mesa.
- Não acredito que eu vou realmente dizer isso, mas... Eu vim te agradecer pelo que você fez por mim ontem depois da excursão – falei, decidindo ser direta e objetiva pra gastar menos do meu tempo me humilhando pra ele. Pedro nem ergueu o olhar dos relatórios, apenas sorriu maliciosamente e disse:
- Não precisava ficar sem graça, a maioria das garotas também costuma voltar pra agradecer pelos grandes favores que eu faço por elas.
Entendendo o verdadeiro sentido da palavra “favores” sem dificuldade, cerrei meus olhos fixos nele, com uma expressão que ficava entre a incredulidade e o desprezo. Que homem ridículo. Nunca senti tanta raiva de mim mesma por ter ido atrás dele. Devia ter sido tão inescrupulosa quanto ele e simplesmente ignorar o fato de que uma vez na vida ele me fez um favor.
- Eu realmente não sei por que fiquei surpresa com essa resposta – eu retruquei, com um risinho inconformado no rosto – Só posso ser muito idiota mesmo.
Dei meia volta pra ir embora, mas assim que dei um passo na direção da porta, ouvi a voz de Pedro voltar a falar, com um inesperado toque de sinceridade.
- Foi muito educado da sua parte vir até aqui me agradecer, Trevisan. Confesso que você me surpreendeu... Mais uma vez.
Me virei novamente pra ele, e um certo arrepio percorreu minha espinha quando meu olhar encontrou o dele, tão intenso sobre mim. De um jeito diferente do que eu tinha descoberto ontem. Ainda mais invasivo, imponente, vidrado, como se eu fosse a única coisa que houvesse pra se olhar na vida dele.
- Por que você voltou ontem? – ouvi minha própria voz perguntar, com o olhar grudado no dele por alguma razão que eu não sabia explicar. Aquela dúvida estava entalada na minha garganta desde que o vi novamente estacionado atrás daquela árvore, como se estivesse tomando conta de mim às escondidas. Os olhos de Pedro continuaram fixos nos meus, ainda mais intensos que antes, até que um sorrisinho de canto surgiu em seu rosto e ele respondeu:
- Curiosidade.
Franzi a testa, sem entender, e ele explicou melhor:
- Queria saber se sua mãe era tão bonita quanto você. E pra falar a verdade, seu pai é um homem de sorte.
Cerrei novamente meus olhos, encarando-o sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. Eu sabia que ele era grosseiro, mas não achei que fosse capaz de usar cantadas daquele tipo. Só havia um tipo de homem que podia usar cantadas como aquelas no mundo: homens como Pedro Munhoz, por exemplo. Caras como Pepe eram capazes de transformar cantadas toscas como aquela em música para os ouvidos de qualquer mulher apenas com seu olhar e jeito de falar.
- Eu quase achei que você tava conseguindo falar sério pela primeira vez na vida – murmurei, olhando-o com uma decepção irônica – Mas me lembrei de que milagres não acontecem.
Pude ver o sorriso do professor Lanza se alargar um pouquinho com a minha resposta, realmente achando graça do que eu tinha dito. Me virei novamente na direção da porta, e deixei o laboratório, descendo rapidamente os lances de escada rumo à saída da escola. E por incrível que pareça, eu estava rindo. Uma coisa era certa: Pedro Lanza pode reunir todos os defeitos que alguém pode ter, mas sem dúvida, ele sabia se divertir. E me divertir também.
Capítulo 08
Respirei fundo, sentindo o aroma floral gostoso com o qual já estava acostumada. Toda vez que pisava na guarita do prédio de Pepe, o cheiro das flores do jardim invadia meus pulmões, geralmente fazendo um sorrisinho surgir em meu rosto. Mas hoje eu estava preocupada, ansiosa demais pra sorrir. Assim que me viu, Andy abriu a porta para mim, como em toda sexta-feira, e eu entrei, respirando fundo outra vez. Trêmula, passei por ele, que me deu um sorrisinho amigável por detrás do balcão da portaria, e subi pela escada, inquieta demais para esperar o elevador. Aquela poderia ser a última vez que eu estaria naquele prédio. Meu estômago revirou de nervosismo só de pensar.
Assim que o primeiro andar entrou no meu campo de visão, vi Pepe me esperando com a porta de seu apartamento aberta. Minha garganta ficou totalmente seca assim que seus olhos castanhos me encararam.
Me aproximei da porta, com a respiração discretamente ofegante, mas sem nenhuma relação com os lances de escada que subi. Não soube como agir, até que ele abaixou o olhar e me deu espaço para passar. Com sérias dificuldades pra respirar de tão apreensiva, eu entrei e parei a alguns passos da porta, de costas pra ele, enquanto o ouvia trancá-la. Tomando coragem, me virei em sua direção, e o observei encarar o chão e prolongar aquele silêncio sepulcral por mais alguns segundos.
- Como você tá? – ouvi Pepe murmurar, com um pouco de cuidado na voz, e quase não soube responder, porque seu olhar se fixou no meu.
- Bem – respondi, com a voz falha, e pigarreei de leve para firmá-la – E você?
- Já estive melhor – ele falou, assentindo devagar e voltando a encarar os próprios pés. Mais silêncio.
- Não quer se sentar? – ele disse, me olhando novamente após mais algum tempo quieto, e indicou o sofá com um gesto de mão. Me sentindo uma visitante incômoda, fiz que não com a cabeça e esbocei um sorriso cordial, evitando olhar em seus olhos. Pepe respirou fundo, colocando as mãos nos bolsos da bermuda bege, e perguntou, com a voz baixa:
- Como foi a excursão?
Soltei um discreto risinho miserável ao ouvir sua pergunta, me lembrando de todos os péssimos momentos daquele dia. Nem que eu quisesse seria capaz de explicar o quão torturante aquela excursão tinha sido.
- O que você acha? – murmurei, encarando meus tênis com a expressão vazia – Não podia ter sido pior.
Pepe abaixou seu olhar, parecendo um pouco culpado pela minha resposta, e eu continuei:
- Ter que passar o dia inteiro com pessoas que eu não gosto e que também não gostam de mim, quase perder o chaveiro que minha avó me deu de presente, e pra encerrar com chave de ouro, quase ser assaltada enquanto esperava minha mãe ir me buscar na escola. Grande dia, sem dúvida.
- O que? Você quase foi assaltada? – Pepe repetiu, com a voz um pouco sobressaltada, e eu pude ver seu rosto demonstrar preocupação – Como assim?
Ergui meu olhar pra ele, e entortei a boca, balançando a cabeça negativamente.
- Não foi nada de mais – respondi, sem querer citar o momento em que o professor Lanza apareceu e expulsou aquele cara estranho – Minha mãe chegou bem na hora e ficou tudo bem.
Pepe continuou me encarando, com o olhar meio aflito e a testa levemente franzida, e eu sustentei seu olhar, séria por fora e desmoronando por dentro. Tudo que eu queria naquele momento era abraçá-lo, só isso já me faria um bem enorme.
- Eu devia ter dado um jeito de ir com você – ele disse delicadamente, como se tentasse enxergar meus pensamentos através dos meus olhos – Evitaria muita dor de cabeça.
- Pois é – suspirei, sentindo minhas entranhas se revirarem de ansiedade dentro de mim ao ouvir seu tom de voz reconfortante. Se eu dissesse que estava lacrimejando, seria muito ridículo?
- Talvez se eu tivesse ido com a sua turma, nós não estivéssemos agindo como dois estranhos nesse exato momento – Pepe murmurou, com os olhos cravados nos meus de um jeito tristonho – Tudo isso por uma discussão que já não tem a mínima importância pra mim... Porque o que eu sinto por você é muito maior e mais especial do que isso.
Um sorriso tímido surgiu no meu rosto, derrubando duas lágrimas fujonas dos meus olhos. Alívio era pouco perto do que eu estava sentindo. Ele sorriu fraco pra mim, e toda aquela seriedade que existia antes sumiu de seus olhos instantaneamente, voltando a mostrar o Pepe maravilhoso que eu conhecia. O meu Pepe.
- Me desculpa – eu falei, com a voz embargada, e cobri meu rosto com as mãos, sentindo vergonha de mim mesma por estar chorando.
- Esquece isso, já passou - ouvi sua voz preocupada murmurar, bem perto do meu ouvido, me abraçando carinhosamente e me obrigando a inalar seu perfume viciante – Eu senti tanta saudade de você... Não conseguia te tirar da cabeça por um minuto sequer, me odiando por não ter simplesmente corrido atrás de você sem nem ligar pro que os outros iam pensar.
Àquela altura, eu já estava totalmente mole, ainda de pé somente porque ele me segurava. Era como se aquilo fosse um sonho. Pepe afundou seu rosto em meu pescoço, respirando profundamente meu perfume, e me deu um beijo atrás da orelha, provocando arrepios por todo o meu corpo. Logo depois, suas mãos envolveram meu rosto e o ergueram até nossos olhares se encontrarem. Encostando a ponta de seu nariz no meu, ele sussurrou, olhando fundo nos meus olhos com um sorrisinho lindo:
- Eu te amo, minha pequena.
Sorri novamente, fazendo com que duas últimas lágrimas teimosas, que ele logo enxugou com os polegares, rolassem pelo meu rosto. Passei minhas mãos ao redor de seu pescoço, com o sangue formigando dentro das veias, e venci a pouca distância que separava nossos lábios. Senti Pepe sorrir assim que nossas línguas se encontraram, sem a menor pressa de se afastarem, e ele envolveu minha cintura com seus braços. Deus, como era bom me sentir inteira novamente. Envolvi seu rosto com minhas mãos, matando a saudade de cada centímetro daquela região, e embrenhei meus dedos em seus cabelos, que estavam arrumados demais pro meu gosto. Senti meus pés saírem do chão quando Pepe me levantou, e dobrei minhas pernas pra trás, partindo o beijo e afundando meu rosto em seu pescoço. Sorrindo feito uma idiota, aproveitei a proximidade entre minha boca e seu ouvido para sussurrar:
- Você sabe que eu também te amo... Não sabe?
Pepe me colocou no chão novamente, e quando voltamos a nos encarar, vi que ele fingia pensar numa resposta, fazendo um biquinho fofo e olhando pra cima.
- Hm, não sei... Que tal refrescar a minha memória?
Um sorrisinho danado surgiu em seu rosto, o que só me fez sorrir mais ainda. Quase tinha me esquecido de como era bom estar com ele e de como ele me fazia rir com uma facilidade impressionante.
- Pode deixar que eu te faço lembrar direitinho, Munhoz – sussurrei, com meus lábios rentes aos dele num sorrisinho esperto e um olhar intenso em seus olhos castanhos radiantes. Pepe colocou suas mãos em minha cintura e me puxou pra mais perto bruscamente, me beijando na mesma hora com uma vontade assustadora. Parecia que ele se lembrava muito bem, e estava mais do que disposto a me dar um flashback.
Suas mãos logo desceram mais um pouco, parando espalmadas em minha bunda, e as minhas deslizaram lentamente pelo seu tórax e abdômen, saboreando cada milímetro do trajeto. Pepe continuou descendo uma de suas mãos até a minha coxa, e a puxou pra cima, fazendo meu joelho ficar na altura de seu quadril. Entendendo o que ele queria (me carregar pra algum lugar, como sempre), eu subi novamente minhas mãos até seus ombros e me impulsionei pra cima, envolvendo sua cintura com minhas pernas. Agradecendo com gemidos baixos enquanto me beijava, ele deu alguns passos às cegas, segurando firme em minha bunda enquanto eu voltava a agarrar seus cabelos da nuca. Mais alguns passos adiante e eu estava sentada sobre algo plano. Tateei a superfície, enroscando meus dedos em alguns fios inesperados, e percebendo minha curiosidade, Pepe partiu o beijo e disse, com a boca avermelhada e um olhar meio enfezado:
- Quer fazer o favor de parar quieta?
Olhei pra baixo, e me vi sentada sobre a mesinha do telefone, que tinha sido empurrado pro lado e caído no sofá, deixando sobre a mesa apenas sua fiação. Ah, tá, agora eu entendi.
- Foi mal – murmurei, sorrindo sem graça pra ele, que revirou os olhos com um sorriso de canto e voltou a me beijar logo depois. Sem tempo a perder, enfiei minhas mãos por debaixo de sua blusa branca, tocando sua pele quente, e as deslizei até descobrir seu abdômen todo. Com uma das mãos, puxei-o pra mais perto pelo cós da bermuda, e ele resolveu tirar a blusa, puxando-a pra cima pela parte de trás e jogando-a longe em dois segundos. Assim que se aproximou novamente, Pepe avançou em meu pescoço, dando beijos e leves chupões pela região. Agarrei com mais força seus cabelos, enquanto fincava minhas unhas da outra mão em seus ombros divinos.
Ele continuou descendo seus beijos até meu colo e desabotoou um dos dois botões da minha camiseta preta, que só serviam pra regular o decote. Beijou de leve o local onde o botão cobria, e fez o mesmo com o segundo botão. Ele ergueu o olhar na minha direção, sorrindo pervertidamente, e depois suas mãos foram até o fecho do meu sutiã por baixo da blusa, levando-a junto. Tirei-a na mesma hora, com a ajuda desnecessária dele, e assim que ela voou pra algum lugar, sua boca estava grudada na minha novamente. Já bastante ofegante, eu acariciava seus braços e peito, sentindo seus dedinhos ágeis puxarem as alças de meu sutiã e fazendo-as escorregarem por meus ombros.
Com uma mão firme envolvendo sua nuca e mantendo seus lábios firmemente colados nos meus, eu lutava contra o botão de sua bermuda, que não queria abrir de jeito nenhum, com a outra mão. Pelo visto estávamos perdendo o jeito, porque Pepe também parecia estar com dificuldades com meu sutiã, mesmo usando as duas mãos para tirá-lo, até que ele se irritou e me afastou de leve.
- Resolve o meu problema que eu resolvo o seu, pode ser? – ele ofegou, atordoado, e eu assenti na hora, tirando o sutiã com facilidade enquanto via a bermuda dele descer até alcançar o chão. Achando graça do momento complicado, voltamos a nos beijar com um sorriso, e eu senti seu queridinho dar sinais empolgantes de vida mais embaixo. Abracei seu pescoço com mais força enquanto ele apertava meus seios e soltava alguns gemidos roucos, e passei a mordiscar e sugar o lóbulo de sua orelha com vontade.
Pepe subiu uma de suas mãos até minha nuca, agarrando meus cabelos, e passou a outra por debaixo da minha coxa, apertando seu interior e me puxando pra mais perto. Desci uma de minhas mãos até encontrar o volume que procurava, e fiz carinho de leve sobre a boxer, fazendo-o inspirar ruidosamente e buscar meus lábios com urgência. Ele podia ser bem exigente quando provocado. Assim que voltamos a nos beijar, sua mão contornou minha coxa, ficando sobre sua parte superior, e subiu até o botão da minha calça. Sem querer romper o beijo, mas com o mesmo problema de antes, ele tentava em vão abrir o botão, até que eu segurei suas mãos e o ajudei, com vontade de rir por vê-lo tão destrambelhado. Obstáculos vencidos, não demorou muito pra minha calça e calcinha estarem espalhadas pela sala.
Deslizando suas mãos desde o meu joelho até meu quadril, Pepe segurou meu rosto com uma delas, embrenhando as pontas de seus dedos em meus cabelos por trás da orelha, e com a outra tocou minha intimidade devagar. Ele me beijou na mesma hora, só pra me provocar mais ainda. Igualmente dedicado a me beijar e a mexer seus dedinhos mágicos, ele não demorou muito a me levar ao primeiro orgasmo do dia, sorrindo orgulhosamente depois do feito. Incrível como ele sabia exatamente onde investir pra me fazer pirar.
Sentindo algumas mechas de cabelo grudarem em minhas costas por estar suada, eu voltei a espalhar beijos por seu pescoço, porque hoje aquela área parecia estar especialmente perfumada. Me aproveitando da distração dele, minhas mãos foram descendo até encontrarem o elástico de sua boxer, e nem preciso dizer que ela já estava no chão em menos de dois segundos. Me afastei de seu pescoço e envolvi seu membro com uma mão, mantendo nossas testas unidas. Comecei a masturbá-lo rapidamente, sentindo Pepe apertar minhas coxas com força e afundar seu rosto em meu pescoço. Seus músculos do abdômen se contraíam enquanto eu acariciava sua nuca com a mão livre e beijava seu ombro, que estava próximo da minha boca. A respiração falha e quente dele no meu pescoço estava me arrepiando inteira, ainda mais quando ele começou a gemer baixo bem ao pé do meu ouvido.
Quando já estava nítido que ele se segurava pra não acabar com a festa, ele segurou seu pênis, me fazendo soltá-lo, e abriu a gaveta da mesinha, tirando um preservativo dela. Ele mesmo colocou a camisinha em tempo recorde, considerando-se que eu beijava seu pescoço feito uma desvairada, e me pegando de surpresa por sua rapidez, me penetrou de uma vez só e com força. Soltei um gemido alto, que logo foi abafado pela boca dele, e finquei minhas unhas em seus braços. Pepe continuou investindo rápida e furiosamente, gemendo contra meus lábios, e segurava firme em minha cintura, me puxando pra si a cada investida. Estávamos realmente urrando, suados e com os músculos totalmente tensos de prazer, até que nossos gemidos foram ficando cada vez mais cansados e ele finalmente gozou, agüentando até eu atingir meu segundo orgasmo.
De olhos fechados e com a testa unida à dele, eu apenas tentava recuperar o fôlego enquanto sentia sua respiração quente em meu rosto. Pepe acariciou de leve minha bochecha com uma mão, e eu abri os olhos, vendo um sorrisinho fofo surgir em seu rosto.
- Na mesinha do telefone, Pepe? – cochichei, rindo baixinho e mordendo meu lábio inferior dormente, fazendo-o revelar seus olhos intensamente brilhantes – De novo?
- Me desculpe, vou tentar me esforçar mais pra chegar ao sofá nas próximas vezes – ele murmurou, dando uma piscadinha marota e me dando um selinho demorado logo depois. É, acho que o dia ia ser bom.
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