# Mesmo de longe eu queria te fazer, sentir tudo o q eu sinto por voc

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Web Novela ; Eu te Odeio ! Part 2

Eu Te Odeio !

Cap. 16

- Hey, guys! – falaram juntos Thomas e Koba entrando no quarto onde PeLu e Pedro já estavam esperando.
- Nossa entrada sincronizada. – falou PeLu rindo da cena.
- Kath e Biiaa vieram? – perguntou Pedro .
- Não – disse Koba emburrado.
- Fomos trocados pelo shopping... – completou Thomas .
- Ah, tinha esquecido! – falou Pedro batendo a mão na testa – A Caah também foi.
- A Naty tá em casa? – perguntou Thomas esperançoso – Diz que sim vai, só sobrou ela para fazer um lanche descente aqui.
- Sorry, dude, mas a Naty saiu com o Chris. – disse Pedro .
- Vamos logo começar o ensaio. – falou PeLu levantando da cadeira – Todo mundo para o porão.
- O que deu nele? – perguntou Thomas assim que PeLu saiu do quarto seguido por Pedro .
- Não sei, não. Mas algo me diz que tem a ver com uns certos fatos do passado. – disse Koba abaixando a voz.
- Você tá falando... Da...
- Isso aí, dude, mas acho melhor a gente ir logo antes que o PeLu tenha um surto lá em baixo.
...
- PeLu , é a sétima vez que você erra essa parte!! – falou Pedro após três músicas.
- Ai, desculpa, gente. Tô desconcentrado hoje.
- A gente tá vendo. – disse Thomas parando a música também.
- Vai ver é porque o seu celular já tocou umas dez vezes e você não atende. – tentou Koba apontando para o celular que vibrava sobre uma cadeira.
- Não vou atender agora – disse o garoto sem paciência.
- Por que não? Já demos uma pausa mesmo. – disse Pedro .
- Não, não, deve ser a Megan.
Dude, você tá bem ? – perguntou Thomas – Megan é o nome da sua namorada.
- Jura? Eu achava que a minha tia avó tinha esse nome. – disse PeLu desligando o celular – Depois eu ligo para ela.
- PeLu ? Aproveitando a pausa... – começou Pedro – Você já pensou em alguma música para apresentar no asilo?
- Não dude, estamos ferrados. – respondeu ele desanimado.
- Que ironia, a gente com uma banda e você bloqueia para compor para o asilo – falou Koba .
- É isso dude, você é um gênio! – disse PeLu dando um pulo.
- O que ele disse de tão inteligente? – perguntou Thomas sem entender – Ele nunca fala nada que se aproveite.
- Eu também não entendi... – disse Pedro enquanto Koba reclamava falando que sempre tinha ótimas idéias.
- Me digam uma coisa. - falou PeLu empolgado – Por que a semana de talento é tão ruim? - Por que é cheia de velhos que cheiram igual minha tia Lucy? – tentou Koba .
- Por que só participam os nerds? – falou Thomas .
- E só tocam músicas da época que a minha avó usava fraldas? – completou Pedro .
- BINGO !!!! – disse PeLu – Só cantam músicas velhas, tediosas e sem nenhuma melodia.
- E o que isso tem a ver? – perguntou Thomas .
- Pensa aí, dude. Se a gente tocar uma música da nossa banda vamos agitar aquela velharia. – disse PeLu – Vai ser a melhor semana de talento que eles já viram na vida.
- Caramba os velhos vão pirar e os nerds vão morrer de inveja – falou Koba – Sou mesmo um gênio.
- Tá resolvido, então. – falou Pedro – Quando a Naty chegar vai morrer de alegria.
-É né... – disse PeLu revirando os olhos – Para minimizar o mico eu até suporto ela.
- Nossa! Que sacrifício! – falaram os outros três rindo.

Cap. 17

PeLu já estava há meia hora falando com Megan no telefone enquanto os garotos jogavam vídeo game, quando Nathalia entrou parecendo bem mais calma e aparentemente feliz na sala.
- Boa noite, amores – disse ela colocando a bolsa numa cadeira.
- Naty ! – falaram os três chamando a atenção de PeLu que ainda não tinha visto a garota entrar.
- Nossa! Quanta animação. – disse ela tirando o controle da mão de Thomas e sentando no seu colo.
- Folgada – falou ele rindo – Sou almofada não, tá?
- Temos uma novidade perfeita para você. – disse Pedro feliz por ver a amiga animada.
- Então falem logo!
- Desculpa senhorita curiosa, mas o PeLu que vai contar. – falou Koba apontando para o garoto que tentava se despedir de Megan pela décima vez – Mas fui eu que tive a idéia! – completou levando um pedala de Thomas .
- Ai... Seus chatos. – disse ela fazendo manha – Eu quero saber.
- Ok Megan, eu também te amo. – falou PeLu ao telefone – Beijos.
- Pronto! – falou Pedro levantando–PeLu , fala aí para a Naty a novidade, que a gente vai assaltar sua cozinha.
Os três garotos iam saindo da sala quando Carol , Gabriela e Katlen , chegaram cheias de sacolas e percebendo os olhares dos três os acompanharam até a cozinha deixando os dois sozinho.
- Então Munhoz , qual é a novidade? – perguntou Nathalia tentando agir normalmente.
- Bem... – começou PeLu tentando parar de olhar para a boca da garota – Tive uma idéia que vai nos salvar da total humilhação no asilo.
- Pode continuar que já estou adorando essa notícia. – falou ela com os olhos brilhando – Fala.
- Vamos apresentar uma música da banda. – disse PeLu – Vamos mostrar para os nerds o que é música de verdade.
- Aew!!!!!! Finalmente você teve uma idéia descente. – falou ela rindo como criança em véspera de natal – Que música?
- Isso ainda não decidi, estava esperando você chegar para a gente dá uma olhada nas letras e escolher.
- Ótimo, Munhoz – disse Nathalia levantando do sofá e abraçando o garoto, foi um gesto involuntário que ela sempre fazia com os outros meninos, mas PeLu adorou senti-la tão perto de si, parecia que por alguns segundos ela era dele, só dele. – Obrigada por salvar a gente da total humilhação.
Depois que se soltaram ficaram parados um olhando para o outro sem falar nada, a atração entre os dois era quase tocável de tão forte.
- Vamos jantar, vai. – falou ela rompendo o silêncio – Amanhã escolhemos a música .
- Certo – disse PeLu sem conseguir montar uma frase melhor.
Nathalia e Carol ficaram até tarde acordadas naquela noite falando das indiretas de Pedro para Caah , de Chris e tentando achar uma música boa para a apresentação no asilo. Enquanto isso no quarto da frente, PeLu rabiscava num papel que tinha uma música bem antiga, uma das primeiras que ele fez, mas que nunca foi capaz de terminar. Sentado no parapeito da janela olhava distraidamente a rua quase sem movimento aquela hora da noite.

Cap. 18

- DOCINHO! – disse Megan abraçando o namorado assim que o viu entrar na escola.
- Oi Megan. – disse ele tentando se soltar do abraço sufocante.
- Estava com saudade de você.
- Eu também estava, amor.
- Sonhou comigo ontem à noite? – perguntou a garota sorrindo.
- Hãn... Claro – mentiu PeLu , que não queria estragar a alegria da menina.
- Nossa, eu também sonhei com você!! – disse a ruiva empolgada – Com você e com a nova coleção da Prada.
...
- Tanto mel logo cedo é para deixar qualquer um enjoado... – falou Nathalia que olhava a cena de longe.
- Ela é do tipo grudentinha. – disse Gabriela rindo.
- Grudentinha? Ela tá mais para super colagem! – corrigiu Katlen .
- Não sei o que o PeLu viu nela. – comentou Carol – Ela não tem muita graça.
- Graça eu não sei, mas que ela é hot, isso é! – falou Koba se juntando as garotas.
- Repete isso e vira um projeto de homem morto.–Katlen ameaçou o namorado. - Ai Kath , você ta má, hoje. – falou o garoto lhe abraçando – Claro que você é muito melhor que ela. Mais linda, mais hot ...
- Vamos sair logo daqui. – disse Gabriela vendo os dois se beijando.
- Não fala não, Biiaa , que o Thomas está vindo ai. – riu Nathalia .
- Ouvi falarem meu nome? – perguntou o garoto dando um beijo na bochecha de Gabriela . - Sei que sou irresistível mesmo.
- Lá vem... – disse Carol suspirando. - Esse aí se acha o gostosão.
- Thomas Gostoso D'Villa , prazer. – falou o menino fazendo todos rirem.
- Gente, já volto vou falar com o Chris. – disse Nathalia se afastando um pouco.
- Vai me deixar segurando vela sozinha? – perguntou Carol olhando para os dois casais.
- O Pedro está bem ali. – disse Nathalia apontando – Se resolve lá com ele e pronto.
- Aff... – reclamou Carol vendo a amiga se afastar – Ela sempre me abandona.

Cap. 19

Era noite quando Nathalia e PeLu se juntaram no quarto do garoto para escolherem uma música para a semana de talento. A casa estava totalmente calma já que Carol dormia pesadamente no seu quarto após ter passado horas ao telefone com os pais, que adiaram mais uma vez a volta para casa.
- Desculpa a demora – Disse Nathalia entrando – Me distraí e nem vi as horas passarem.
-Tudo bem – disse PeLu sem tirar os olhos dela ,como essa garota podia ser tão... Tão... Perfeita? – Senta aí.
- A Caah me falou que seus pais não voltam mais esse mês. – falou ela sentando ao seu lado na cama.
- Verdade, meu pai quer passar um tempo na Itália, parece que ele está encontrando muito material para sua próxima tese lá.
- Nossa, é incrível como o seu pai gosta de estudar.
- Pois é, ele sempre foi muito apegado aos livros, mais até que com a família...
- Sei. – disse ela mordendo o lábio inferior deixando os olhos de PeLu presos na sua boca.
- Hum... Olha esse é o caderno com as letras das músicas – disse entregando-lhe um caderno de capa marrom – Vê se gosta de alguma em especial.
Nathalia pegou o caderno e começou a ler com atenção cada página, marcando algumas para voltar depois. Enquanto isso PeLu observava cada movimento da garota, cada expressão ao ler as músicas, o modo delicado que ela passava as páginas, o seu perfume doce que enchia o quarto de vida. Tudo nela o estava deixando louco.
- Nunca tinha visto essa música. – disse ela mostrando uma folha solta e amassada.
- É antiga. – falou PeLu se xingando mentalmente por ter esquecido aquela música no caderno, ela não poderia estar ali.
- Você quem fez? – perguntou ela sem tirar os olhos do papel.
- Foi, mas deixa. Nós temos outras melhores.
- Já tem ritmo? – perguntou Nathalia sem se importar com o comentário do garoto.
- Só uma base, ainda não terminei.
- Me mostra. – pediu ela levantando os olhos pela primeira vez levando-os ao encontro dos de PeLu .
Os dois estavam nervosos, com respirações falhas e corações acelerados. PeLu havia feito aquela música para Nathalia e ela sabia disso. Tudo na letra lembrava aquele curto tempo que eles ficaram juntos anos atrás.
- Claro. – disse ele pegando o violão que estava ao lado da cama e começando a dedilhar sem tirar os olhos da menina por nenhum segundo
- Não é tão animada como eu estava pensando para o asilo, mas tem uma ótima melodia.
- Naty , a gente tem outras...
- Você nunca tocou essa antes. Por quê?
- Eu nunca terminei...
- Dá para finalizar até o dia da apresentação?
- Acho que sim. – falou ele inseguro – Mas Naty ...
- Por favor, PeLu . – pediu ela colocando o caderno ao seu lado – Podemos cantar essa?
- Dá sim. – disse ele sem conseguir negar aquele pequeno capricho.
- Obrigada. – falou ela antes de levantar como se fosse sair.
- Naty . – disse PeLu puxando seu braço – Eu nunca quis que tudo tivesse acontecido daquela forma. - PeLu , deixa... – falou ela se soltando – Não se deve ficar mexendo no passado.
- Mas...
- Boa noite, hon! – disse ela beijando o canto da boca do garoto que quando ia abraçá-la para ter um beijo descente sentiu ela se afastar devagar e sair do seu quarto. Era impressionante o poder que ela tinha sobre ele. Conseguia deixá-lo louco e depois simplesmente sair sem falar nada, sem dar nenhuma explicação.

Cap. 20

Nathalia entrou no quarto atordoada, lembranças antigas guardadas a sete chaves agora retornavam para atormentá-la. se jogou na cama e colocou um travesseiro sobre o rosto , mas as vozes em sua cabeça não se calavam.

" PeLu por que você está tão alegre hoje? Algo em especial?"
"Eu achei que você soubesse, Naty . É tudo por você. Estou feliz por estar ao seu lado."
"Você faz minha vida valer a pena..."

Aquele dia no parque tinha sido inesquecível e por mais dolorosa que tivesse sido a separação ela nunca esqueceu nenhum detalhe daquela tarde, nenhuma das palavras de PeLu , nenhum dos seus sentimentos naquele momento.
No quarto da frente um garoto andava de um lado para o outro passando a mão pelo cabelo tentando, assim, afastar as lembranças de dois dias antes de um dos maiores desastres da sua vida.

"Dançando sozinha na cozinha, moça?"
"Ai, PeLu deixa de graça, não estava esperando ninguém agora."
"Sua mãe me falou quando eu entrei. Tá fazendo o que?"
"Sanduíche. Quer um?"
"Só se for sem casca, sem mostarda e com bastante presunto."
"Folgado você. Tá achando que só porque é lindo e fofo vou ficar fazendo suas manhas? Vai ser com casca, sim!"
"Deixa de ser má vai. Por mim realizaria todos os seus desejos só para te ver feliz."


Tudo tinha acontecido tão rápido que parecia até um borrão no passado, nenhum dos dois sabia como um sentimento tão forte tinha nascido de um simples olhar e morrido numa mera mentira.

"Como assim você tem namorada?"
"Eu não falei antes porque achei que a gente estava apenas curtindo."
"Você mentiu para mim, PeLu , me enganou e enganou ela também!"
"Não coloca as coisas assim. Eu vou t..."
"Não quero saber o que você vai ou não fazer!"
" Naty , espera."
"Me esquece, Munhoz !!!!"


Por que tudo aquilo tinha acontecido? Como ele deixou tudo acabar? Essas perguntas não saíam dos pensamentos dos dois, que guardaram todos os sentimentos por tanto tempo camuflados pelas brigas constantes e pelo ódio aparente.
O namoro tinha sido escondido já que PeLu ocultava Nathalia de sua namorada Hana e escondia Hana de Nathalia , por isso os meninos só ficaram sabendo por alto dos acontecimentos e juraram nunca tocarem no assunto. O único que estava por dentro de todos os detalhes era Pedro . Quando PeLu e Nathalia terminaram Pedro ficou no papel de melhor amigo e usou todo seu carinho pela garota para animá-la depois de tudo aquilo, o que não foi nada fácil.
Os dois adolescentes rolaram nas camas durante mais de uma hora relembrando o passado, mas logo foram vencidos pelo sono onde os sentimentos não machucavam tanto e a culpa não pesava mais.

Cap. 21

O dia seguinte era sábado, por isso era de costume todos aproveitarem a folga da escola para dormirem até mais tarde e passar o resto do dia sem fazer nada.
- Merda de despertador! – falava Nathalia , sozinha, enquanto procurava o leite na cozinha. – Como pude ter esquecido de desprogramar?
- Falando sozinha, Naty ? – falou Thomas entrando na cozinha e se deparando com a menina já de pé.
- Você tá morando aqui e eu não fui avisada, é isso? – perguntou ela rindo.
- Não, ainda não. – respondeu ele – Eu apenas não me dou mais o trabalho de bater na porta, já tenho uma chave.
- Folgado. Quer café?
- Já tomei... Mas por que a senhorita está acordada tão cedo, num sábado, e falando sozinha?
- É que ontem eu esqueci de desprogramar o despertador do celular. – disse Nathalia com raiva – Sou idiota.
- Isso eu sempre te falei, você que nunca me deu ouvidos. – riu Thomas vendo a menina mostrar a língua.
- E o que o senhor está fazendo aqui às oito horas de um sábado?
- Minha mãe me acordou às seis só para falar que ia sair com meu pai e voltava só de noite. – falou ele fazendo uma careta – Aí não consegui dormi mais e resolvi vir para cá. Na realidade meu objetivo maior era acordar vocês de surpresa... Mas você estragou meu plano maligno.
- Thomas ? – disse a menina com os olhos brilhando subitamente.
- Que foi, Naty ? – perguntou ele com medo daquele olhar.
- Só eu estou acordada...
- E?
- O Munhoz tá no décimo terceiro sono. – disse ela com um sorriso malicioso.
- Ahhhhh... Já é...
...
- Psiu, não faz barulho. – falou Nathalia vendo Thomas fazer a porta do garoto ranger.
- Desculpa. – sussurro ele em resposta.
- Você grita e eu puxo o edredom. – falou ela fazendo alguns gestos.
- Certo.
- 1, 2, 3...
- BOM DIA FLOR DO DIA !!!!!! – gritou Thomas enquanto Nathalia puxou o edredom.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – gritou PeLu em resposta, dando um pulo da cama, deixando a mostra seu corpo bem definido coberto apenas por uma boxer preta.
Nathalia e Thomas caíram na gargalhada da cara do garoto que ainda tentava entender tudo aquilo. Com o barulho acabaram acordando Carol , mas esta nem se deu o trabalho de levantar da cama, se alguém estivesse morrendo ia ter que esperar.
- SEUS MALUCOS!! – gritou PeLu vendo os dois rindo descontroladamente – Qual é a graça?
- Seu gritinho de mulherzinha, Munhoz . – disse Nathalia correndo para fora do quarto acompanhada por Thomas – Não conhecia esse seu lado feminino.
- Hoje vocês vão morrer! – falou PeLu correndo atrás dos dois, escada abaixo.
- Vai nos torturar com mais um gritinho? – perguntou Thomas correndo.
- Não nos torture, por favor! – riu Nathalia correndo também.
- Falem suas últimas palavras antes de morrer. – disse PeLu correndo atrás dos dois ao redor do sofá.
- AAAAAAAAAA! – gritaram os dois quando PeLu pulou sobre eles fazendo todos caírem rindo no tapete.
- Ok, ok, vocês conseguiram... – disse Carol aparecendo na sala com a aparência de quem ainda está dormindo – Quem morreu?
- Até agora ninguém, mas se me der cinco minutinhos os dois seres rastejantes aqui estarão mortos. – falou PeLu no chão.
- Certo, então eu vou voltar a dormir e em cinco minutos você me chama para o enterro. – disse Carol esfregando os olhos e voltando para o quarto, deixando os três se matando no andar inferior.

Cap. 22

- Olá pessoas. – falaram Katlen e Gabriela entrando na casa horas depois do “massacre”.
- Oi meninas! Sentem aí. – disse Carol jogada no sofá.
- Quanta disposição. – falou Katlen vendo Nathalia jogada no outro sofá e PeLu e Thomas no tapete.
- Vocês não tem noção do que passamos há pouco tempo. – disse Nathalia suspirando – Tô tentando me recuperar.
- O que vocês andaram fazendo? – perguntou Gabriela sentando ao lado de Thomas , que logo lhe abraçou pela cintura.
- O louco do PeLu surtou e resolveu correr atrás de mim e da Naty – falou D'Villa tentando se fazer de vítima – Ele queria nos matar.
- Já falei, mas ninguém me escuta. – disse Nathalia aumentando o drama – Esse garoto não pode deixar de tomar o Gardenal dele.
- Hey !!!!!! Eu não tomo Gardenal ! - Defendeu-se PeLu – E eles que começaram.
- Não mesmo! – falaram os outros dois
- São retardados! – falou PeLu iniciando mais uma discussão.
- Aff... Olha quem fala. – riu Nathalia – O retardado mor.
- Olha aqui guria...
- Opa! Acho que chegamos no melhor horário. – disse Koba entrando na sala junto com Pedro .
- Podemos saber qual é o motivo da briga, dessa vez? – perguntou Pedro sentando na beira do sofá em que Carol estava deitada – Só para fazermos as apostas...
Nesse momento a sala ficou em silêncio, os três se olharam desconfiados e quando todos menos esperavam começaram a falar ao mesmo tempo e o mais rápido possível, todos querendo se fazer de vítima.
- Ok, não quero mais saber. – falou Pedro desistindo de decifrar o que cada um estava falando.
- Vamos fazer alguma coisa para animar esse sábado. - disse Katlen assim que os três voltaram a se calar.
- A Megan vem passar a tarde aqui, por isso não vou sair. – disse PeLu sem olhar para Nathalia .
- O Chris também vem, Naty ? – perguntou Carol .
- Não, ele fez uma pequena viagem para resolver uns problemas da empresa do pai. – respondeu ela.
- Isso que dá namorar engravatado! – provocou PeLu .
- É bem melhor namorar engravatado do que namorar lesado. – disse Nathalia se irritando.
- Quem é lesado aqui?
- A máscara caiu, foi?
- Que tal uma música para alegrar? – sugeriu Pedro correndo até o som enquanto Gabriela acalmava Nathalia .
- Ótima idéia! – concordou Carol puxando o irmão para longe da amiga.
- Eu AMO essa música! – falou Katlen levantando de uma vez – Vamos dançar, galera.
- Eu não sei dançar. – disse Koba depois que tudo parecia ter se acalmado e os amigos dançavam animadamente.
- Não brinca, dude. – riram os meninos fazendo graça.
- Vão ver se eu tô lá na esquina – falou Koba emburrando.
- Vem cá, amor, que eu te ensino. – disse Katlen puxando o namorado.
- Koba , é só rebolar. – disse Nathalia rindo da tentativa frustrada do amigo de dançar.
- Assim. – mostrou Carol .
- O não sabe dançar, o não sabe dançar, o não sabe dançar!! – cantavam os outros garotos.
- Isso amor, rebola, deixa de ser duro. – riu Katlen .
- Muito bem, ! – falou Gabriela vendo a melhora da dança desengonçada do rapaz.
- Tô rebolando! – disse Koba feliz – Tô rebolando!
- Tá mais para BOIOLANDO! – falou PeLu fazendo todos morrerem de rir, menos Koba que emburrou na mesma hora.

Cap. 23

- A campainha! – falou Thomas por volta das três da tarde.
- Estou ocupado. – falaram Pedro e Koba ao mesmo tempo, sem tirarem os olhos do videogame.
- A campainha. – repetiu Thomas .
- Estamos fazendo pizza!! – Gritou Gabriela se referindo a ela, Carol e Katlen .
- A campainha. - disse Thomas novamente.
- Caramba, D'Villa por que você não atende? – perguntou Nathalia descendo as escadas de dois em dois degraus.
- Porque estou com a vaca louca. – disse ele espreguiçando-se no sofá – O médico foi bem claro quando me proibiu terminantemente de abrir qualquer tipo de porta.
- Aff... Seu preguiçoso! – falou a garota correndo até a porta – Já vai.
- Oi, querida! – disse uma ruiva sorridente na entrada.
- Oi, Megan. – respondeu Nathalia perdendo o sorriso rapidamente – Entra.
- Onde está o meu docinho?
- Quem?
- O PeLu , meu docinho. – repetiu Megan fazendo o estômago de Nathalia dar mil voltas.
- Aqui, amor. – falou PeLu saindo do porão.
- Oi, docinho. – disse Megan se pendurando no pescoço do rapaz que quase caiu para trás.
- Está entregue, então. – falou Nathalia saindo da sala e deixando PeLu com os gritinhos da enjoada.
- Ai amor, você nem percebeu.
- Percebi o que?
- A nova cor do meu cabelo!
- A claro!!!! Mudou?
- Nossa PeLu , você não reparou na diferença? Era um ruivo alaranjado e agora está mais para cenoura.
- Como eu não percebi isso antes? – disse ele sem ter percebido nada nem após a explicação – Vamos para sala.
- Oi meninos. – disse Megan sentando no sofá.
- Oi Megan. – falaram os três antes de voltarem a discutir o suposto roubo de Koba na última partida.
- PeLu , olha o que eu trouxe para você. – disse ela entregando–lhe uma foto dos dois juntos tirada dias antes.
- Que lindo! – agradeceu o garoto dando um beijo de tirar o fôlego na namorada – Vou colocar no meu quarto e já volto.
- Certo amor, mas não demora.
- Por que você não me espera na cozinha? As meninas estão lá fazendo pizza.
- Tudo bem, vou lá falar com elas.
PeLu subiu as escadas olhando para a foto onde ele e Megan estavam abraçados. Os dois pareciam muito felizes, mas no fundo o que ele queria era substituir a ruiva por outra garota, a mesma que um dia já havia tirado uma foto bem parecida com aquela.
O garoto entrou no quarto e colocou a foto num mural junta a tantas outras. Foi até o armário, pegou um livro que estava debaixo de umas roupas, abriu e ficou olhando uma foto antiga onde um casal apaixonado também se abraçava. Fotos que pareciam iguais, mas que na realidade representavam sentimentos tão diferentes.
PeLu guardou novamente o livro, deu mais uma olhada na foto presa no mural e saiu do quarto apagando a luz. Antes de descer não conteve a curiosidade e colocou o ouvido na porta do quarto de Nathalia . Sentiu a culpa dominar seu corpo quando escutou um choro baixo. Teve o impulso de entrar, abraçá–la e esquecer o mundo, mas ao invés disso correu até a sala.
- Pedro , vem aqui. – chamou PeLu vendo o amigo ainda discutindo sobre o resultado do jogo.
- Pera aí, dude. Já vai!
- Pedro !!!!!!!!!!!
- Tá, tá... – falou ele levantando – O que foi que aconteceu que tem mais importância que a CPI do jogo?
- Preciso de um favor seu.
- Fala logo, PeLu .
- Passei pelo quarto da Naty e acho que ela estava chorando. – falou o rapaz com a voz baixa – Vai ver ela... Por favor.
- Não acredito que isso tá acontecendo. – disse Pedro subindo apressado as escadas até o segundo andar.
- Droga! – pensou PeLu em voz alta antes de ir para cozinha.
...
- Tô entrando, amore. – falou Pedro na porta do quarto da amiga. Ao ouvir sua voz a garota sentou de uma vez na cama enxugando as lágrimas. - Que cara triste é essa?
- Nada não, Pedro . Acho que é saudade dos meus pais... Só isso.
- Já que a senhorita está bem não vai recusar descer para comer pizza com seu amante favorito.
- Não quero descer, não.
- Então você não está bem.
- Ai Pedro , estou sendo idiota mais uma vez. – falou ela – Não quero ficar sofrendo, mas parece inevitável.
- Sabe o que eu faria se fosse você?
- Não, o que?
- Daria o meu melhor para provar o lesado do PeLu e mostrar como eu sou melhor que a Megan.
- Como assim?
- Use o antigo método da provocação, guria.
- Mas do que eu provoco?
- Não estou falando de provocar para brigar... – disse Pedro revirando os olhos – Estou falando de provocar para deixá-lo perturbado, se é que você me entende.
- Pedro , você anda lendo o que ultimamente? – perguntou a menina rindo – Eu não te ensinei esse tipo de coisa, não.
- Pois eu estou te ensinando. Agora eu vejo que separados você e o PeLu vão sofrer, então o melhor é que fiquem juntos. – falou o garoto rindo marotamente – E enquanto esse dia não chega, nada te impede de se divertir um pouco as custas do nosso amigo.
- Quero morrer sua best, Pedro . – riu Nathalia beijando a bochecha do amigo.
- Eu sei que você me ama, Naty , mas olha lá... Se falar para o PeLu que eu te disse alguma coisa: morre.
- Pode deixa senhor, sim senhor.
- Palhaça. Vamos?
- Ok, vamos.

Cap. 24

Alguns dias depois Nathalia e PeLu começariam os ensaios para a semana de talento. Os dois tinham combinado de se encontrarem no porão da casa dos Munhoz às quatro da tarde para verem como tinha ficado a melodia completa e se as vozes combinavam.
- Vou matar sua amiga se ela não aparecer aqui embaixo em exatos cinco minutos! – disse PeLu andando de um lado para o outro.
- PeLu , para que tanta pressa? – perguntou Carol - Quer dizer, você tem alguma coisa marcada?
- Não, mas eu poderia ter, ok? Será que essa garota não consegue cumprir pelo menos uma vez o horário marcado?
- Ai mano, você tá muito chato hoje, tô até com pena da Nath que vai ter que te aturar... – disse Carol levantando para sair.
- Ouvi meu nome? – perguntou Nathalia aparecendo na porta do porão com o sorriso quinze para às três.
- Ouviu sim, Nath . – disse Carol abraçando a amiga – Boa sorte aí com o meu irmão, só toma cuidado que ele morde. – completou rindo.
- Pode deixar, Caah . Já tomei vacina contra raiva. – falou Nathalia fazendo Carol sair morrendo de rir.
- Você tá quarenta minutos atrasada. – falou PeLu emburrado.
- Hum...
- Não vai falar nada?
- Desculpa?
- Você estava onde? – perguntou ele nervoso.
- É da sua conta? – perguntou Nathalia chegando bem perto do garoto para falar, o que lhe causou arrepios.
PeLu abriu e fechou a boca algumas vezes, ele estava perto demais dela para raciocinar direito. Ficou com os olhos perdidos da calça jeans, a regata branca, da trança que vinha desde o começo do cabelo, a marca no pescoço. O garoto parou para ver aquela marca, era roxa, parecia... Não... Parecia... ERA de um beijo exagerado, com certeza.
- Que marca é essa? – Finalmente o garoto abriu a boca.
- Que marca? – perguntou ela até se dar conta que o cabelo preso tinha deixado a marca de mais cedo à mostra. Nathalia ficou vermelha, mas aí resolveu seguir os conselhos de Pedro .
- Essa aí no seu pescoço! – disse PeLu alterando a voz, ele estava visivelmente com raiva.
- Digamos que meu namorado se empolgou um pouquinho. – disse ela com um risinho no canto da boca.
- Ele o que??????????
- Que foi, Munhoz ? Vai dizer que a Megan nunca ficou com uma marca antes?
- Isso não tem nada a ver. – falou o garoto sentindo o sangue subir à cabeça.
- Como não? Estamos falando da mesma coisa.
- Não, não estamos, não!!
- Claro que estamos!!!!! - Claro que não estamos!!!!!!!!
- Que saber PeLu ? – falou Nathalia chegando mais perto e quase encostando seu lábio no do rapaz que não tirava os olhos dos da garota – Vamos ensaiar. – completou ela no ouvido dele e saiu para se sentar numa cadeira que estava ali perto.
PeLu fechou os olhos e respirou fundo, ela estava conseguindo, ele estava definitivamente, pirando. Ela não podia fazer aquilo com ele, nenhuma garota conseguia deixar ele naquele estado: quase sem conseguir respirar.
- Vamos Munhoz ! Estamos atrasados! – falou Nathalia feliz por ter conseguido o que queria.
- Atrasados por sua culpa. – disse ele abrindo os olhos e indo pegar o violão.
- Então, terminou a melodia?
- Sim, acho que ficou bom.
PeLu começou a dedilhar no violão e a cantar baixinho sem olhar para Nathalia uma única vez se quer. Ele tinha certeza que se ele olhasse para ela não agüentaria terminar a música. A partir do meio da música a garota se sentiu mais a vontade para cantar baixinho o que criou um sorriso no rosto de PeLu , que achou sua música linda na voz dela.
- Acho que a gente não vai pagar muito mico, não. – disse Nathalia quando a a música terminou.
- Pelo menos nossa música vai ser a melhor entre as piores. – riu PeLu finalmente olhando para a garota.
- Bem, então agora é só ensaiar mais um pouco e esperar a próxima semana.
- Que cantar mais uma vez? – perguntou PeLu – Mas canta desde o inicio.
- Tudo bem. Depois desses treinos acho que o vai perder o lugar dele na banda para mim – riu ela.
- Ok, ok. Não exagera. – disse PeLu vendo a garota lhe mostra a língua antes de começar a música.

Cap. 25

Durante os ensaios seguintes Nathalia sempre arrumava uma forma, qualquer forma, de provocar PeLu. Seja pelos shorts bem curtos, pelas perguntas ao pé do ouvido, ou mesmo os risinhos marotos. PeLu já não estava mais agüentando, ele tinha certeza que mais uma, da menina, seria suficiente para ele agarrá-la seja lá onde estivessem. Se ela queria brincar com fogo uma hora ia acabar se queimando.
- Mas se é você quem vai tocar, por que eu tenho que aprender? – perguntou Nathalia no porão.
- Porque você pode dá uma palhinha se quiser. – falou o garoto pegando o violão.
- Mas eu realmente não quero, Munhoz. Você tocando já tá bom. – falou ela sem muita vontade de aprender. A última vez que PeLu ensinara algumas músicas no violão para ela, eles ainda estavam juntos e a garota não queria relembrar esses fatos.
- Custa tentar? – perguntou ele sentando ao seu lado.
- Tá bom vai! – respondeu ela pegando o violão sem muito jeito – Assim?
- Isso mesmo. – disse ele olhando a forma que ela segurava o instrumento. PeLu sempre quis vê-la tocando bem, mas não teve tempo de terminar de ensiná-la.
- E agora? O que eu faço?
- Agora... – PeLu colocou uma das mãos sobre a dela, nas cordas, e com a outra foi guiando os dedos da menina nas notas certas.
- Dói o dedo. – disse ela quase em um sussurro.
- Você acostuma. Depois te dou uma palheta. – falou ele sem tirar as mãos das mãos da menina.
PeLu ia movimentando os dedos de Nathalia nas cordas certas, mas ela não parecia muito atenta ao que estava fazendo. Na realidade Nathalia não fazia a menor noção do que estava fazendo. Tudo que ela podia ver e sentir naquele momento era o garoto que estava sentado atrás dela. Nathalia estava posicionada entre as pernas do garoto que logo foi passando os lábios por seu pescoço enquanto falava as notas que estava tocando. A menina ia sentindo um arrepio que vinha do início da espinha até a cabeça, uma sensação que não dava nem ao menos para explicar, mas que ela não tinha a menor vontade de parar.
- Mi, dó, mi, ré... – ia falando PeLu ao ouvido dela que a essa altura mal conseguia respirar.
PeLu queria que ela experimentasse do seu próprio joguinho, mas ele também não conseguia resisti. Mesmo estando no controle ele parecia querer ser controlado. Ele foi aos poucos largando o violão e Nathalia nem reparou o instrumento que escorregava pelo seu colo até chegar no chão. PeLu virou de leve o rosto da menina, que já arfava nesse momento pela aproximação do corpo do rapaz.
- E a músi... – tentou Nathalia.
- Esquece a música. – disse ele antes de encostar os lábios e ver que a garota abrira espaço para ele beijá-la.
PeLu passou a mão pela nuca de Nathalia que ia se virando aos poucos até está frente a frente com ele mesmo, ainda estando no seu colo. PeLu foi intensificando o beijo à medida que sentia necessidade de estar cada vez mais perto da menina. Ele precisava dela, isso era um fato. O rapaz foi colocando um certo peso para ela deitar no sofá e quando ele já estava sobre ela os dois tinham a respiração falha e acelerada. - Gente, tem sorvete! – ouviram a voz de Katlen do lado de fora – Vou chamar o PeLu e a Nath. Eles não devem estar ouvindo.
- Vai lá, Kath. – foi a vez de Gabriela falar. – Estamos na cozinha esperando.
Numa fração de segundos os dois partiram o beijo, pularam para os opostos do sofá e tentavam respirar normalmente.
- Ei, vocês dois... – disse Katlen aparecendo no pé da escada – Todo mundo tá esperando os dois para tomar sorvete.
- Ah, claro! – falou Nathalia correndo até a amiga. Ela não conseguia ficar ao lado de PeLu sem poder beijá-lo. - Você não vem, PeLu? – perguntou Katlen assim que a amiga saiu para sala.
- Sim, sim. – falou ele com dificuldade ao levantar do sofá.

Cap. 26

- Nath, você está bem? – perguntou Carol ao ver a menina entrar nervosa na cozinha.
- Estou sim. – falou ela sentando rápido. Nathalia tinha certeza que se ficasse em pé por muito tempo iria cair.
- Tá parecendo nervosa. – observou Gabriela por trás de um amontoado de bolas de sorvete.
- Apenas não estou acostumada a cantar. – mentiu a menina – Já estou pensando no dia da apresentação.
- Vai dar tudo certo, more! – disse Pedro distraído com a cobertura de caramelo.
- PeLu, senta logo ou vai acabar! – falou Thomas enfiando uma mega colher na boca.
- Não, não, não. – falou Lucas abraçando o pote de sorvete – Não tem mais.
- Deixa de ser guloso, fofo. – disse Katlen pegando o pote das mãos do namorado – A Nath também ainda não comeu.
- Certo, mas divido só com ela, então! – disse o garoto pegando o pote de volta – Não tem o suficiente para três mesmo.
- Num vai fazer nunda? – perguntou Thomas com a boca cheia.
- Não. – disse PeLu saindo da cozinha – O que morra engasgado .
- Nossa!!!! Hoje vai chover suco de uva! – falou Carol – Meu irmão desistindo do sorvete?
- Ainda jogou uma praga idiota. – riu Lucas – Ninguém morre engasgado por causa de um sorvete.
- Ai , só você mesmo! – disse Gabriela rindo. – Pega Nath. Antes que o guloso aqui coma tudo.
- Pode ficar, Lucas, eu estou um pouco gripada. – falou Nathalia abrindo a geladeira e pegando um pouco de suco de maracujá para tentar se acalmar.
- E então gente... Vão fazer o que esta noite? - Perguntou Pedro olhando a amiga pelo canto do olho.
- Vou com a Kath ao cinema. – falou Lucas contente.
- Biiah, nós podemos ir também! – sugeriu Thomas.
- Não posso hon, jantar em família hoje! – respondeu a garota não muito feliz – Vou ter que usar um vestido folhudo horrível.
- Não fica assim não, xuxu. Você fica linda de qualquer jeito. – disse Thomas dando um beijo gelado em sua bochecha.
- Então D'Villa, o que você me diz de uma partida de videogame? – perguntou Pedro.
- Opa! Não precisa chamar duas vezes. – concordou o garoto – Comprei até uns jogos novos.
- É Nath, parece que somos só nós duas essa noite.
- Caah, qualquer coisa tô no meu quarto. – falou Nathalia levantando.
- Mas Nath...
- Deixa Caah. – falou Pedro vendo a amiga se afastar – Deixa ela ir descansar, o ensaio deve ter sido puxado.
Nathalia subiu as escadas com os pensamentos nas nuvens. Viu a porta do quarto de PeLu fechada, entrou no seu próprio quarto e desabou na cama. Seu mundo estava girando muito rápido e ela parecia não conseguir acompanhar tudo que estava acontecendo ao seu redor.
Cap. 27

- Nervosa? – perguntou Chris no dia da apresentação. Ele tinha ido buscar a namorada para irem juntos ao asilo.
- Muito. – respondeu Nathalia entrando no carro.
- Vai dar tudo certo, Nath. Você vai ver.
- Todos estão falando isso, mas esse nervosismo é inevitável.
- Bem, nisso eu tenho que concordar com você. – falou Chris sorrindo para garota – O Munhoz já foi?
- Não sei. Ontem a banda dele fez uma apresentação numa lanchonete e todos os meninos foram dormir na casa do Pedro.
- Eles começaram essa banda há quanto tempo?
- Mais ou menos um ano. Tudo começou no porão da casa dos Munhoz. – falou Nathalia lembrando – Eles mandam bem, só falta arranjarem um nome para banda.
- Nath, assim só por curiosidade... – falou Chris diminuindo a velocidade do carro – Se o PeLu vai com o Pedro, você está aqui... A Carol vai com quem?
- OMG ESQUECI DELA!!!!!!! – gritou Nathalia lembrando que deixou a amiga tomando banho – Voltaaaaaaa, Chris!!!
...
- Onde você tava, sua louca? – perguntou PeLu ao ver Nathalia chegar correndo seguida por Chris e Carol.
- Louco é você, mané! – falou Chris antes que a garota pudesse falar alguma coisa.
- O que você disse? – perguntou PeLu fechando os punhos.
- Que se tem algum louco aqui, é você! – repetiu Chris desafiando.
- Não se mete seu... – ia falando PeLu antes de ser puxado por Lucas.
- Calma dude, você vai cantar em cinco minutos. – falou Thomas tentando ajudar Lucas a segurar o amigo.
- Nath, leva o Chris daqui enquanto o PeLu se acalma. – disse Pedro antes de seguir os amigos.
- E quem vai me acalmar????????? – explodiu Nathalia chamando finalmente a atenção de todos para seu nervosismo – Eu vou cantar pela primeira vez na minha vida em poucos minutos, vou subir num palco, meu namorado e o irmão da minha amiga quase partem para a porrada e eu ainda tenho que ajudar a acalmar alguém?
- Nath... – disse Gabriela depois de alguns minutos de silêncio – Você quer uma água ou um calmante? Quem sabe um abraço?
- Se quiser a gente arruma. – completou Carol cautelosamente.
- Deixa comigo gente, a culpa foi minha. – falou Chris puxando a namorada para um abraço, o que deixou PeLu com mais raiva ainda – Vamos dar uma volta para você se acalmar.
- Ai, desculpa. – disse a garota abraçando o namorado – Eu perdi a cabeça.
- Tudo bem, relaxa. – falou Chris em seu ouvido – Vamos dar uma volta, vai.
- Toma conta dela. – recomendou Pedro que ainda segurava o braço de PeLu.
- Se você não aparecer com ela em cinco minutos considere-se morto. – Gritou PeLu para o rapaz.
- Hey dude, não piora as coisas. – disse Thomas tentando fazer PeLu ficar quieto.
...
- Pronto, já estamos bem longe do palco! – disse Chris parando perto dos dormitórios dos idosos.
- Aqui é tão calmo. – disse Nathalia percorrendo o lugar com os olhos. – Calmo até demais.
- É sim. – disse ele beijando o topo de sua cabeça – Eu vou estar lá embaixo vendo você, qualquer coisa eu estarei lá.
- Promete que vai estar?
- Claro que sim, nem piscarei para não perder nada. – disse Chris - Está mais calma?
- Acho que sim, foi só uma pequena crise pré palco. – riu a menina.
- Estou te devendo desculpas. Então, eu não deveria ter começado a briga com o Munhoz, mas sei lá, ele me irrita.
- Não, tá tudo bem, o PeLu também tá nervoso, por isso tudo aconteceu.
- Sendo assim vamos indo, antes que eu seja o culpado da estrela do show ter se atrasado.
- Até parece. – riu Nathalia sentindo um frio na barriga. Ela cantaria com PeLu uma música que ele fez para ela, e tudo isso na frente do namorado.
...
- Vocês estão ouvindo essa aberração musical? – perguntou Lucas se referindo à banda de nerds que estava no palco.
- Ai amor, tadinhos. – falou Katlen tentando não rir.
- Tadinhos dos meus ouvidos, isso sim! – disse PeLu andando de um lado para outro.
- Quanto piores eles forem melhor para vocês. – falou Thomas avistando Nathalia de longe – Chegou a minha little star.
- Somos os próximos. – falou PeLu para a menina – Vamos subindo.
- Certo. – disse ela olhando para o palco a sua frente – A escola toda vai nos ouvir.
- Não se preocupe com eles. – falou PeLu ajudando a garota a subir as escadas que levavam a parte de trás do palco – Apenas dê o seu melhor.
- PeLu...
- Vai dar tudo certo... – disse ele segurando sua mão – Eu te prometo.
- Mas e se eu errar? – perguntou ela olhando fixamente em seus olhos.
- Eu estarei ao seu lado, para que nada de mal lhe aconteça. – disse ele com carinho.

Cap. 28

Quando a banda anterior parou de tocar, os dois se olharam demoradamente e foram andando até o meio do palco onde podiam ver na platéia os amigos de escola, alguns professores e vários idosos sentados em cadeiras dispostas bem à frente. Algumas meninas suspiravam pelo garoto e batiam palma animadamente. PeLu sentou num banquinho com o violão na mão e Nathalia ficou de pé ao seu lado.
- 1, 2, 3, já... – contou o garoto antes de começar as primeiras notas de All About You.

It's all about you (it's all about you)
It's all about you baby
It's all about you (it's all about you)
It's all about you


É tudo por você (É tudo por você)
É tudo por você, baby (É tudo)
É tudo por você (É tudo por você)
É tudo por você

Yesterday you asked me something I thought you knew
So I told you with a smile, it's all about you
Then you whispered in my ear and you told me too
Said you'd make my life worthwhile, it's all about you

(Ontem você me perguntou algo que pensei que você soubesse
Então te disse com um sorriso "É tudo por você"
Então você sussurrou em meu ouvido também
Disse "Você faz minha vida valer então é sempre você")


Pela primeira vez, em quatro anos, PeLu e Nathalia sentiram as mesmas emoções da época que a música foi escrita. Era como se o coração explodisse de alegria, como se não existisse mais ninguém no mundo, era voltar no passado e esquecer o presente.

And I would answer all of your wishes If you ask me to
But if you deny me one of your kisses
Don't know what I'd do
So hold me close and say three words like you used to do
Dancing on the kitchen tiles, it's all about you, yeah!


(E se você me pedisse qualquer dos seus desejos eu realizaria
Mas se você me negasse um dos seus beijos
Não sei o que eu faria
Então, abrace-me forte e diga três palavras como você costumava fazer
Dançando nos azulejos da cozinha, é tudo por você)


And I would answer all of your wishes If you ask me to
But if you deny me one of your kisses
Don't know what I'd do
So hold me close and say three words like you used to do
Dancing on the kitchen tiles, it's all about you, yeah!


(E se você me pedisse qualquer dos seus desejos eu realizaria
Mas se você me negasse um dos seus beijos
Não sei o que eu faria
Então, abrace-me forte e diga três palavras como você costumava fazer
Dançando nos azulejos da cozinha, é tudo por você)


As pessoas que estavam na platéia tinham os olhos presos no palco pela primeira vez naquela manhã. Ninguém esperava alguma coisa de qualidade para apresentação, até os velhinhos estavam animados com a música. A letra dizia algo. Não eram só palavras com rimas pobres, era uma história, passava um sentimento a todos que ouviam.

It's all about you (it's all about you)
It's all about you baby


Étudo por você (É tudo por você)
É tudo por você...


- Terminou? – perguntou Nathalia quase sem voz quando todos já aplaudiam.
- Já. – falou PeLu levantando do banco e gritando um obrigado para platéia. – Você não poderia ter sido melhor! – completou sorrindo para menina.
- Sério? – perguntou ela acompanhando o garoto para a parte lateral do palco.
- Sério, você foi perfeita. – disse PeLu colocando uma mecha do cabelo dela para traz da orelha – Você sabe que essa música significa muito para mim... Não sabe?
- Eu... – ia falando Nathalia quando foi interrompida pelos gritos dos amigos que tentavam subir as escadas até o palco para parabenizar os dois – Acho melhor descermos antes que aquele segurança fique bravo.
- Um homem daquele tamanho irritado é perigo para toda sociedade. – disse PeLu tentando esconder a vontade de matar os amigos um por um.
...
- Nath, seu ser rastejante, como você nunca disse antes, que sabia cantar tão bem? – perguntou Gabriela quando os dois já estavam no gramado atrás do palco.
- Isso foi um elogio? – brincou a garota sendo abraçada por Katlen.
- O lugar do já é teu, guria! – disse Pedro tirando Katlen do caminho e abraçando Nathalia até tirar seus pés do chão.
- Dude, foi muito bom. – falou Thomas contente batendo nas costas de PeLu.
- Mano, eu estou orgulhosa de vocês! – disse Carol rindo como no dia da primeira apresentação do irmão no ano anterior.
- Nossa, a galera pirou! – foi a vez de Lucas falar.
- Onde está o Chris? – perguntou Nathalia dando por falta do namorado.
- Bem... – começou Katlen – Logo depois que vocês subiram no palco ele recebeu um telefonema do pai... Coisa da empresa...
- E teve que sair. – completou Gabriela sem jeito .
- Ah, tá... – disse Nathalia tentando não parecer decepcionada. Ela queria que Chris tivesse visto sua apresentação, afinal ele era seu namorado e ela gostava dele. Gostava mais como amigo do que outra coisa, mas mesmo assim, gostava. Antes dela subir no palco ele falou que estaria lá, para apoiá-la. Falou que estaria ali perto para qualquer coisa... Mas não estava.
- Relaxa, Nath, pelo menos o Chris veio. – disse Thomas – A Megan nem nos deu o ar de sua graça.
- É da sua conta? – perguntou PeLu se irritando.
- Por que ela não veio? – perguntou Pedro só para Carol ouvir.
- Hoje é o dia dela no salão!! – respondeu a menina um pouco mais alto para os outros meninos poderem ouvir.
- Ai! Trocado por um salão de beleza. – disse Lucas baixo – Essa doeu.
- Ok, alguém além de mim está com fome? – perguntou Nathalia percebendo que PeLu não estava nada feliz com aqueles cochichos.
- Euuuuuuu!! – falaram todos juntos como crianças.
- Tem uma lanchonete aqui perto... – lembrou Pedro – Nem vamos precisar do carro.
- Opa, tô dentro! – falou Thomas puxando Gabriela pela mão.
- Let’s go, guys!

Cap. 29

- Qual é a graça de estarmos em Londres se moramos na parte esquecida? – perguntou Gabriela olhando a rua quase vazia.
- Ai Biiah... Nós não estamos numa parte esquecida... – disse Lucas – Estamos apenas distante do centro.
- E põe distante nisso! – riu Nathalia – É praticamente uma viagem desse bairro até o Parlamento, por exemplo.
- Ô vantagem, Nath! – disse Pedro – Qual é a graça de fazer uma visitinha ao Parlamento? Queria ir numa grande gravadora, isso sim.
- Trata de colocar primeiro um nome na banda para depois falar em grande gravadora. – disse Katlen dando um pedala no garoto.
- Ai Kath! – reclamou o garoto – , sua namorada tá violenta, ultimamente.
- Por isso que eu a amo! – falou Lucas rindo da cara do amigo.
- Essa é uma das únicas vantagens de morarmos num lugar esquecido. – falou Thomas.
- O que? A Kath ficar violenta e bater no Pedro? – perguntou PeLu. - Nãoooooo! – disse Thomas revirando os olhos e apontando para o final da rua – Chegamos rápido em todo lugar.
A lanchonete era pequena, mas estava cheia, dava para olhar pela vidraça que sobravam, poucas cadeiras desocupadas e que o único garçom se desdobrava em três para fazer tudo atrás do balcão.
- Aqui! – disse PeLu mostrando a última mesa vazia a um canto.
- Tô morrendo de fome! – falou Lucas colocando a mão na barriga – Minha solitária vai morrer por falta de alimento.
- Eita drama! – riu Nathalia – Não tem comida em casa, não?
- Na realidade não. – respondeu o garoto cinicamente – Por isso que vivo assaltando a geladeira do PeLu.
- Ok, vamos pedir logo isso, que eu REALMENTE estou com fome! – disse Thomas cruzando os braços.
- Calma amore! Vamos pedir, então. – falou Nathalia olhando a cara emburrada do amigo.
- Ei, ei, ei, espera aí! – disse Pedro correndo até a garota – EU sou seu amore, lembra?
- Ai Pedro, você é meu eterno amor! – riu a menina beijando sua bochecha – Meu sugarboy.
- O que vocês vão querer comer? – interrompeu uma Carol levemente corada após a cena.
- Uiiiii! Senti um ar de ciúmes. – falou Thomas – Pedro garanhão! - Não é nada disso. – protestou Carol agora realmente vermelha – Só achei que todos estavam com fome.
- Vou lá fazer os pedidos, então Caah. – disse Nathalia encaminhando-se ao balcão enquanto todos se sentavam.
- Acho que tá faltando uma cadeira. – reparou Gabriela.
- A Nath pode sentar no meu... – mas Pedro logo se calou vendo o olhar mortal de Carol, pela uma idéia brilhante que veio em sua cabeça – Ela senta com o PeLu.
- Com quem? – perguntou PeLu olhando para todos os lados.
- Com você, PeLu. – repetiu Pedro – Você é o único que não vai apanhar de ninguém se ela sentar com você, já que a Megan não veio.
- E você vai apanhar de quem, Pedro? – perguntou Katlen só para causar confusão na mesa.
- De ninguém. – apressou-se Carol a falar fazendo quase todos rirem.
- Mas...
- Que foi, PeLu? Tá com medo de mulher? - perguntou Lucas levantando uma sobrancelha - E logo de que mulher você resolveu ter medo...
- Claro que não. – respondeu ele imediatamente. Na realidade seu medo era dele mesmo.
- Então problema resolvido. – disse Pedro antes de começar a contar uma piada para Carol.
...
- Pedi doze sanduíches e oito refrigerantes. – falou Nathalia voltando para mesa – E a minha cadeira? – perguntou fazendo bico ao reparar a ausência do seu lugar.
- As outras mesas estão ocupadas. – falou Katlen.
- E está faltando uma cadeira nessa! – foi a vez de Gabriela.
- Mas... – começou Thomas.
- Pode sentar comigo. – disse PeLu mostrando um sorrisinho no canto da boca.
Nathalia olhou rapidamente dos amigos para PeLu. Seu cérebro parecia estar processando mais informações por segundo que um computador. Finalmente riu e pulou no colo do garoto fazendo graça para não parecer abalada com a situação.
- É né, já que não tem cadeira... Obrigada PeLu, você até que não é má almofada.
- Engraçadinha toda! – falou o garoto tentando manter a voz firme, o que era bem difícil tendo a menina tão perto de si.
- O diretor parece que gostou muito da música de vocês. – disse Pedro notando o clima tenso no ar.
- Qual é o nome dela mesmo? – perguntou Katlen.
- All About You. – responderam Nathalia e PeLu ao mesmo tempo.
- Acho que o diretor tava pensando que vocês iam tocar um metal que mataria todos os velhinhos do coração – riu Carol.
- Aff, até parece que alguém aqui tem cara de metaleiro. - protestou Lucas fazendo graça – Doidinho para ser metal, doidinhooooooo.
- A cara que você fez falando esse “doidinho” foi extremamente gay, dude! – falou Pedro tentando para de rir – Apaixonei.
- Ele já tem DONA, dona no feminino! – foi a vez de Katlen.
Enquanto todos discutiam a masculinidade de Lucas, PeLu e Nathalia só conseguiam sentir a presença um do outro. Algo que mais parecia um imã unia os dois. Já estava ficando difícil de esconder a dificuldade até de respirar quando os risos acordaram Nathalia do seu transe.
- Eu vou ao banheiro. – disse a garota levantando de uma vez.
- Mas Nath, o pedido não vai demorar a chegar...
- Tudo bem Biiah, podem ir comendo, eu já volto.
Nathalia saiu o mais rápido possível em direção do banheiro, que por sua sorte estava completamente vazio. Olhou sua imagem refletida no espelho, jogou um pouco de água no rosto e ficou esperando sua sanidade mental voltar.
- PeLu? O que você está fazendo aqui?

Cap. 30

O garoto não falou uma só palavra. Apenas olhou para Nathalia como se não a visse há muito tempo, aquele tipo de olhar que uma mulher só recebe de um homem em toda sua vida. PeLu foi se aproximando e sentindo o coração bater rápido dentro do corpo. Ele podia jurar que até ela podia ouvir seus batimentos de tão acelerados que estavam. Nathalia respirava mais rápido a cada passo que ele dava em sua direção e quando percebeu já estava sendo puxada pelo cós da calça jeans e segurada ao redor da cintura pelos braços de PeLu, que vendo que ela queria o mesmo finalmente a beijou.
Os dois simplesmente resolveram deixar de lado todos os outros, o que quer que estivesse entre eles não valia mais que a felicidade de estarem juntos, finalmente juntos. Poucos casais podem falar isso, pois ficar junto mesmo não é apenas deixar os lábios se moverem e falaram um simples “eu te amo”, nem enviar um cartão no dia dos namorados, ficar junto é sentir o outro de corpo e alma como se fossem predestinados a eternidade. (N/A: momento profundo xD)
- Eu... Eu sei que fui um burro, estúpido, totalmente sem noção, mas... – começou PeLu interrompendo o beijo.
- PeLu, eu te amava tanto. – disse Nathalia sentindo uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Ela não queria chorar, ela nem mesmo estava triste, simplesmente não soube ao certo o que aconteceu, simplesmente não entendia a si mesma.
- E eu ainda te amo. – falou o garoto passando o polegar sobre a lágrima – Me perdoa Nath... – continuou trazendo a menina para mais perto de si.
Nathalia se afastou alguns passos, deixou o banheiro mergulhar no silêncio. Cada um só podia ouvir as respirações aceleradas e seus próprios corações batendo extremamente rápido. Seu olhar passou por cada canto daquele cômodo como se querendo gravar cada minucioso detalhe do pequeno banheiro. Parou os olhos nos de PeLu, respirou fundo, mordeu o lábio inferior e simplesmente jogou-se sobre o garoto, se entregando aos beijos mais uma vez.
...
- E agora? – perguntou Nathalia sentada ao lado de PeLu, em cima da bancada da pia, minutos depois.
- Agora o que? – perguntou ele distraído brincando com a mão da menina que estava entrelaçada a sua.
- O que nós faremos PeLu? Não sei se você se lembra, mas temos namorados.
- Que tal a gente fugir para uma ilha deserta, montar uma cabana e criar nossos filhos no meio da natureza?
- PeLu!!!!!!!
- Ok, ok. Eu tava brincando. – disse ele rindo – Simplesmente terminamos nossos compromissos.
- Mas, mas... O que vão pensar da gente? Terminamos os namoros e ficamos juntos no mesmo dia.
- E daí? Que eu saiba não casamos com eles, temos todo direito de terminarmos. – falou ela pulando da bancada e ficando entre as pernas da garota – Não se preocupe tanto com os outros, my little star.
- Faz tempo que você não me chama assim. – riu Nathalia puxando ele para mais perto pela camisa.
- Eu te amo, Nath. Você sabe disso, o resto do mundo que sinta inveja, não posso fazer nada se fui fisgado pela garota mais encantadora de todo o planeta. Você não devia ficar atraindo tanto homem, menina malvada. – riu PeLu a abraçando pela cintura.
- Deixa de brincadeira seu bobo! – falou Nathalia parecendo muito concentrada em achar uma solução rápida e principalmente indolor para todos – Olha PeLu, enquanto não tivermos tempo de terminarmos de forma descente com nossos namorados, isso fica entre nós dois. Ok?
- Você quer esconder do pessoal?
- Quero. Imagina só se isso acaba vazando sem querer. Não, não, não! Vamos fazer tudo certo, ou pelo menos o menos errado possível.
- Acho que a gente já tá bem errado para ter alguma chance no céu, hon. – disse PeLu fazendo Nathalia rir.
- Quem sabe a gente entra nas cotas de apaixonados. – sugeriu ela abraçando o garoto.